Morte, Tempo e Amor

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Nesse primeiro dia do ano, acordei inspirada para escrever sobre temas eternos e mais atuais que nunca: Morte, Amor e Tempo. Espero que o texto o(a) inspire a um ano realmente novo de sentido e realizações.

A minha vida foi marcada pela morte de entes queridos, incluindo pais e um irmão ainda muito jovem, aos 26 anos, de latrocínio. Não posso dizer que a vida foi justa ou injusta. Posso dizer que como todo ser humano, tive a minha cota de coisas que não pedi. Mas também que me deu um senso diferente de valor à vida, de construir, vontade de viver “o hoje” e fazer melhores escolhas. Nos momentos mais difíceis, o que nos cabe decidir é como lidar com o que recebemos. E confesso que o meu maior desafio até hoje é lidar com a impotência. É perceber que quando tudo o que faço não basta. É reconhecer que algumas coisas não estão no meu alcance, como evitar a morte de quem está ao nosso lado. Sempre tive o impulso em me empenhar para alcançar o que queria, e conquistei muitas coisas assim. Dependia de mim. Quando comecei a enfrentar situações que me trouxeram a consciência do pouco controle que temos sobre a vida e a morte… foi difícil. Foi muito difícil poder apenas dar dignidade ao tempo de vida que meus pais ainda tinham, sem conseguir afetar positivamente na saúde deles. Foi chocante descobrir que uma vida valia tão pouco para as pessoas que assaltaram o meu irmão e não queria deixar testemunha. Eram dois irmãos, um até sem antecedentes. E que eu não era capaz de modificar esse acontecimento.

Mas esse texto não trata do aspecto triste dos acontecimentos. Trata do quanto os acontecimentos podem nos fortalecer enquanto pessoas, nos reconectar com a nossa essência e nos ensinar a escolher melhor para nossas vidas.

Um filme com abordagem muito interessante, chama-se “Beleza Oculta” (nome original Collateral Beauty), e afirma que tudo o que fazemos é motivado pela morte, tempo e amor. A sombra da morte, que vem sem convite, pode trazer maior senso de urgência de viver. E ensina o quanto o tempo é precioso e deve ser melhor utilizado. Mas também revela o quanto somos incoerentes entre o amor que sentimos e a nossa capacidade em demonstrar com as pessoas que amamos. Quanta coisa é feita em nome do amor… às vezes grandes gestos, às vezes atos absurdos.

Quantas pessoas gostariam de evitar a morte, encontrar o amor e ter mais tempo… Mas viver é encontrar incertezas sobre o quanto teremos de cada um. O que podemos aprender é a melhor aproveitar a vida e torcer para vivermos mais, com amor e lidando melhor com a consciência da morte.

O senso de que somos mortais também deveria ser um importante alerta para se cuidar da nossa saúde física e mental. A saúde em si não traz a felicidade, mas sem ela, fica mais difícil de alcançá-la. Nem tudo depende de nós, mas com certeza têm estilos de vida que colaboram ou atrapalham uma vida com mais saúde. Cabe a cada um agir a favor da qualidade de vida que deseja ter. Quanto de saúde deseja ter? E o que tem feito para ter?
São duas perguntas que andam juntas para investirmos no que depende de nós.

Eu fico refletindo ao observar pessoas e seus hábitos. Por que será que mesmo conscientes que faz mal, as pessoas comem o que não devem, não praticam atividade física e se irritam por qualquer coisa? Parece contraditório não fazermos muito do que já sabemos que é melhor para nós e deixarmos de fazer o que faz mal e pronto. Entre o que faz mal, penso também na saúde emocional, quando convivemos com pessoas que parecem especializadas em reclamar, ou em ambientes de trabalho tóxicos e até em relacionamentos onde se esperam que deixe de ser você. Faz mal, mas vive-se de esperança de que vai melhorar. Por quê?

No trânsito então é um rico laboratório para se observar o estresse e os mais variados comportamentos. Criei alguns rótulos. Você já observou pessoas que parecem os “donos da rua”, aqueles que acreditam que a prioridade é sempre deles independentemente da regra de trânsito? Se não cedemos ou abrimos espaço, vem buzinada, palavrão, gritos, às vezes perseguição no trânsito e fechadas… Também nesse grupo estão aqueles que acreditam que a sua pressa é sempre maior do que a pressa do outro. E isso dá direito de furar filas, fazer manobras perigosas e até contramão. Sempre tentando ganhar pequenas vantagens. Você também já deve ter observado os “distraídos”, aqueles que dirigem como se estivessem em outro mundo e não tivesse ninguém à sua volta. Está na metade da velocidade da via, na faixa de maior velocidade, às vezes navega à direita e à esquerda como se estivesse num mar aberto, reduz e até para repentinamente no meio da rua, com você atrás… E os “multifuncionais”? Você conhece pessoas que acreditam que podem fazer várias coisas enquanto dirigem? Alguns falando ou até digitando texto enquanto dirigem, ou procurando objeto no porta-luvas, até escrevendo endereço em GPS? Sempre se tem a opção de parar o carro para fazer isso, mas por alguma razão, apesar da ciência afirmar que não fomos feitos para realizar mais de uma tarefa com o mesmo nível de atenção ao mesmo tempo, queremos acreditar que a atenção que desviamos da pista não trará consequências, até que traga.

Esses comportamentos, além de muitas vezes prejudicarem o fluxo do trânsito que pode já estar complicado, eleva o nível de estresse de todos, inclusive de quem está provocando isso. Em resumo, não faz bem para ninguém, mas continua sendo feito.

E observando pessoas às vezes algo “grita” em mim: somos mortais, entendeu? E não viemos com selo de garantia de quanto tempo viveremos… Dá para começar a viver melhor já?

Não se cuidar é brincar com a morte, ou pelo menos com a saúde. E não sei qual das duas opções é pior. Uma vida sem saúde ou sem vida sequer.

Não precisamos de sofrer perdas para valorizar a vida, mas a verdade é que perdas são eficazes em nos acordar para a vida. Podemos nos apegar às perdas ou lembrar de quantas pessoas ainda estão à nossa volta e se estamos sabendo valorizá-las.

Porque o tempo que passou, passou! E vai continuar passando. Você só pode viver melhor com o tempo que ainda tem pela frente. Qual a razão de sua vida? Se não encontrou, procure! Encontrando ou não, a busca trará sentido. Quem são as pessoas mais importantes para você? Tem convivido e demonstrado o que sente? Lembre-se: amanhã pode não existir. O que ainda deseja realizar? O que precisa já ter realizado? Se estiver contando um monte de desculpas para si, pare e pense. É realmente importante para você ou algo o segura de realmente agir na direção do que deseja? Como seria chegar ao fim da vida sem ter realizado? Só você pode ter a sua resposta do que é viver bem, sem arrependimentos.

Penso que a vida é suficientemente complexa para complicarmos mais. Passei a aplicar uma regra há algum tempo: simplifique. Tudo pode ser mais simples e profundo. Escolha suas brigas, nem tudo vale a pena. E com certeza não vale a pena se naquele momento não tem chance de fazer diferença. Não precisamos de deixar de fazer algo importante, encontre uma forma mais simples e faça. Não pense demais para fazer algo importante. Às vezes é melhor o feito do que o perfeito. E desapegue do ter por ter. Acostumamos com uma cultura do ter e de acumular, como se fosse sempre melhor ter mais. Tenha o que acrescenta à sua vida. O que não acrescenta, não vale a pena. Porque tudo que temos exige manutenção, seja um relacionamento ou uma casa, dá trabalho. Se efetivamente agrega à sua vida, vale a pena. De outra forma é apenas gasto de nosso limitado tempo.

E tempo é algo que nunca teremos o suficiente porque sempre queremos mais. Mas não nos cabe decidir o quanto teremos, somente como investimos o que tivermos. Planejar o que fazer de mais importante com uma quantidade limitada, mas desconhecida de tempo é um grande desafio! Como usar bem o seu tempo? Mas o que é usar bem o tempo para cada um? Em que seria um tempo bem gasto para você?

Quando pensamos no tic-tac diário, vemos pessoas confundirem o ocupado com o produtivo. Vemos pessoas que lutam para zerar a fila de tarefas a fazer, que não pára de entrar novas demandas e algumas “puxadas” pelas próprias pessoas. E pessoas dizendo para si que no dia seguinte conseguirá fazer mais. Vemos quem não tem tempo para pessoas importantes em suas vidas e dizendo para si que é só uma fase… Pode até ser… Mas há quanto tempo está nessa fase?

Já sabemos que não dominamos o tempo, só podemos escolher melhor com o que gastar. E a vida é dinâmica, então as nossas escolhas precisam ser revisitadas frequentemente. É preciso fazer as suas escolhas sobre com que deseja investir o seu tempo, e aproveitar profundamente o momento escolhido, ou terá jogado o tempo fora, pelo menos em parte.

Em ambiente de trabalho é muito comum as pessoas lidarem com o tempo pensando em aumentar a eficiência, sem dar a devida importância às escolhas sobre o que é essencial. Há apego ao que já faz, do jeito que é feito, muitas vezes sem questionar porque precisa ser feito. Se fizermos muito quantidade de tarefas em pouco tempo, mas poderiam ser feitos de outra forma ou até não precisariam ser feitas, teremos perdido tempo mesmo sendo eficiente. Saber escolher o que fazer precisa vir antes de ser eficiente.

Criamos tantas desculpas para não desapegar de como já fazemos que acabamos não conseguindo enxergar novas e melhores possibilidades para investir o nosso tempo. E ficamos vivendo o mesmo “filme” de novo e de novo. E tentando “esticar” o tempo.

Mas vale aprofundar. Você quer mais tempo para o quê? O que traria maior sentido à sua vida? Se você não tivesse limite de tempo e tudo pudesse ser feito a tempo, o que você colocaria na frente e faria primeiro? Por quanto tempo até cansar?

A morte incita urgência, o tempo é um recurso precioso e limitado, mas se não tivéssemos nada a amar, o tempo e a morte perderiam a relevância. Como humanos, amamos. Em nome do amor, movemos mundos e alcançamos muitas realizações. A vida seria vazia se passássemos por ela sem o amor. E de quantas maneiras se manifesta! Quando pensamos em ter um companheiro para a vida toda, quando temos nossos pais, avôs, filhos, netos, amigos, animais de estimação, etc. Quando amamos a nossa profissão, uma causa social, um hobby, etc… O amor é a razão pela qual a vida parece ter novas cores. No melhor, o amor nos inspira a sermos mais generosos e a acreditarmos em alcançar grandes feitos. Pelo ente querido, queremos mostrar nossa melhor versão e nos tornar melhores pessoas.

É por todas as coisas que queremos realizar, todas as pessoas com quem queremos estar e todos os momentos que ainda queremos viver é que precisamos de entender que a morte faz parte da vida, que o tempo passa e muito rapidamente e que podemos não ter tempo para amar depois.

Então se eu puder te dizer do que aprendi com a minha vida até agora:

  • Honre o seu corpo fazendo atividades físicas e alimentando-se melhor. Você terá mais energia e disposição para o seu dia-a-dia e maior longevidade com alguma saúde. E saúde importa muito!
  • Cuide da sua mente, desapegando de tudo que faz mal e concentrando-se em melhor observar o que aprecia. Enxergue o belo que existe em tudo, mesmo que seja em pequena porção.
  • Tenha tempo regularmente para as pessoas queridas. Pouco ou muito, disponha de algum. E faça o possível para que a pessoa sinta e aproveite a sua presença. Esteja por inteiro. Demonstre o amor.
  • Viva simples. Quanto menos coisas você precisar com você, menos você carrega e menos tempo ocupará para manter. independentemente do “dono”, aproveite o que está à sua volta. Muitas vezes não enxergamos o que já temos ou o que não precisamos de ter para alegrar a nossa vida.
  • Ocupe-se com atividades que façam bem a você. Produza algo útil a alguém. Isso trará um senso de realização e propósito.

A vida é uma jornada de autoconhecimento. Quanto mais se conhecer, melhores escolhas fará para a sua vida. O meu desejo é que 2020 seja um ano de mais sabedoria e resiliência para construir a vida que deseja! Não escolhemos tudo, mas muito depende de nossas escolhas. Se não exercemos nem o que temos controle, não podemos reclamar do que não temos.

Então deixe os arrependimentos para o passado, apenas aprenda e se fortaleça.

Viva mais plenamente o agora. Seja presente!

E continuamente semeie com suas ações o futuro desejado. Se deseja mais amor, semeie amor. Se desejar paz, semeie paz. Se desejar prosperidade, coloque a cada dia um tijolinho do que será a sua futura realização.

Não se preocupe em TER, mas em SER.

Que 2020 seja a década da maior virada na sua vida! Abundância está a nossa volta. Tenha claro em mente o que deseja se tornar e esteja aberto(a) às mudanças. E construa uma vida extraordinária! Afinal não se vive duas vezes da mesma forma!

Feliz Nova Década!

 

O valor do tempo

Tempo é na essência a verdadeira “moeda” de troca. Nada é mais precioso, pois com ele vivemos, construímos relacionamentos e todas as histórias a contar. Também é com o tempo que evoluímos e alcançamos as nossas realizações. E se desperdiçado, não há como recuperar. Podemos tentar viver a mesma história e ainda assim será diferente, em outra época, outras pessoas e outro nível de maturidade.

Então eu me pergunto porque muitas vezes deixamos o tempo simplesmente passar, sem sentir, sem aproveitar o melhor de cada momento. Às vezes, até pior. Vamos ficando em lugares, atividades e até com pessoas nas quais não queremos estar, com uma voz interna repetindo e torcendo para o tempo passar logo para aquele momento acabar logo.

Há alguns anos que faço essa reflexão e a cada vez mais percebo uma ampliação da consciência sobre com que realmente vale a pena gastar meu tempo de vida. E aprendi algumas coisas que fizeram grande diferença no meu bem-estar e nível de satisfação.

O primeiro ponto é sobre o autoconhecimento. Em geral, as pessoas concordam que é importante se conhecer, mas curiosamente, muitos poucos poderiam afirmar que se conhecem muito bem. E há aqueles que acreditam que se conhecem, mas responsabiliza os outros pela sua infelicidade. Sem dedicar-se ao autoconhecimento, não há como descobrir o caminho da própria felicidade. O segundo ponto igualmente importante é ter qualidade de presença em cada um dos momentos que escolheu viver. É não se limitar a estar apenas de “corpo presente”, mas sim estar aberto a observar, ouvir e sentir a si e aos que estão a sua volta, identificando e fortalecendo as conexões com o mundo e com o que te faz bem. É encontrar espaços de pertencimento, que todos temos, mas às vezes esquecemos de procurar.

Quando comparo quem eu era há uns 15 anos e hoje, vejo a enorme diferença. Parece muito tempo, mas se passaram num instante! Percebo que tenho me tornado muito mais capaz de alinhar a minha vida com quem sou e o que aprecio. E cada vez mais, essa expressão se torna verdadeira para mim: Faça o que Ama e Ame o que Faz. Sempre que entender ser possível, escolho o que amo fazer com o meu tempo. Mas quando não estou disposta a “pagar o preço”, posso escolher pelo senso de dever ou outras razões e me comprometer com algo que não amo fazer. Nesse caso, o mais sábio para a minha felicidade é identificar algo que me ajude a aprender a amar o que decidi fazer. Sei que essa é uma ideia simples de pensar, mas não tão simples de adotar no dia-a-dia, mas tem me feito muito bem, trazendo leveza e o sentimento de que estou onde deveria estar. E o mais incrível, tem feito muito bem também para as pessoas à minha volta. Parece que acaba proporcionando um ambiente de consciência de que todos temos escolhas e cada um deve assumir as consequências das próprias escolhas. A autorresponsabilização ajuda a trazer um ambiente de menos julgamento e mais apreciação pela vida e pelas qualidades das pessoas, onde é permitido se expressar e também concordar ou discordar. Onde a individualidade convive com a coletividade.

Nos primeiros anos da minha carreira, a minha relação com o tempo era de fazer mais com menos. Como a maioria das pessoas no início de carreira, buscava aprender a fazer mais rapidamente e melhor, para evoluir. E tudo isso foi importante na época para valorizar o tempo. Com a maturidade, vejo que o sucesso, considerando ter talento e ser capaz de fazer muitas coisas, faz mais sentido, se direcionarmos para o que realmente importa para nós. Não se trata de quanto tempo se passou na nossa vida e se vivemos muito ou pouco, mas de como gastamos e apreciamos cada segundo de vida. A felicidade está em saber dar valor ao que temos e saber ver o que existe de bom a nossa volta, não importando quanto tempo ainda temos, até porque não sabemos. Um instante de felicidade, pode parecer uma vida toda. Um instante de crítica também. E pode ter consequências por muito tempo.

O valor do tempo é atribuído por cada um com o modo como olha para o mundo, onde destina sua atenção e como se relaciona. O tempo é seu. Como você gasta é a medida do quanto vale para você!

Se você deseja ter uma vida valiosa, onde cada segundo vale a pena ser vivido, é importante decidir o que vale o seu tempo de vida e o que não vale.

Muitas vezes reclamar é uma medida de insatisfação e todos em algum momento podem fazer isso. Mas reclamar muda alguma realidade? Outros dedicam muito tempo a criticar alguém. Mas será que em vez de criticar seria possível fazer melhor? Quem sabe, ser um exemplo, dentro de suas possibilidades?

Como é a melhor forma de gastar o eu tempo aqui e agora? Pratique essa pergunta e busque suas respostas. Valorize a sua vida e não carregue o que não deseja para si, porque a sua vida se torna o que pratica regularmente.

Qual é o real valor do tempo? Hoje, nesse início de Novo Ano, sinto como um convite a se observar a vida e refletir sobre quem sou, o que faz sentido manter e o que posso deixar ir para uma vida mais leve e significativa.

Sou daquelas pessoas que sempre buscou o autoconhecimento. Sei que não é um lugar que se chega, mas um processo contínuo de reconhecer e ampliar o que te faz bem, aprender a colocar limites, em si e nos outros, quando faz sentido e permitir-se novas fronteiras e realizações.

O período de virada de ano convida a pensar sobre a vida, sobre o que deu certo ou não, e sobre tudo o que ainda queremos realizar. Podemos ser mais felizes, mas precisamos de fazer melhores escolhas.

Então o convido para uma retrospectiva sobre a vida. Onde você tem destinado boa parte do seu tempo? Esse tempo foi bem gasto? Fortaleceu os relacionamentos mais importantes na sua vida? Criou novas conexões, experiências incríveis e aprendizados importantes? Viveu ao máximo os seus momentos? Esteve realmente presente na vida de seus filhos, pais e amigos?

Que vida você conquistou até o momento?

O tempo é limitado e não negocia. Não gera poupança para gastar no futuro. O que podemos é escolher melhor com que gastar o tempo. Se você fosse listar aqueles itens que não te trouxeram nada de bom e eram até dispensáveis nos anos anteriores, o que você poderia não levar para o Novo Ano?

E quais foram as coisas que você não fez porque não teve tempo? Liste tudo, leia e reflita sobre os itens que você gostaria de ter tempo. Tudo é possível, mas aceite que o tempo é limitado e que terá que fazer escolhas do que é mais importante e efetivamente colocar na frente. Disso depende uma vida significativa com maior amplitude para a sua felicidade!

Penso que no final das contas, o sucesso não se trata de quantas coisas acumulamos, mas do quanto vivemos sendo verdadeiro conosco e com as pessoas que amamos.

E sem tempo, não há como construir laços. Mas ter tempo não significa necessariamente que construiremos a felicidade, se não soubermos apreciar o lado bom e ser grato ao que já temos.

Talvez seja o momento de deixar de se conformar com o “ruim conhecido” e se aventurar a buscar o que te faz bem! O desapego faz parte do processo de abrir espaços para o que até agora não cabia. Descarte o que não faz bem e conviva mais com o que faz bem!

Não deixe o tempo simplesmente passar… Viva!

Desejo a você: disposição para conquistar o Ano Novo que deseja, determinação para ampliar o autoconhecimento continuamente e encontrar espaços de felicidade onde estiver!

Feliz Ano Novo!

Por que conflitos são necessários?

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Banco de Imagens Shutterstock

A ideia desse artigo é explorar os mitos em torno de conflitos e trazer novas perspectivas para lidar com o tema, com impactos positivos nos relacionamentos, seja na sua vida pessoal ou profissional. No lugar de basear em pesquisas científicas, gosto de trazer o leitor para exemplos observáveis em sua vida, sem que precise ser certo ou errado. Então fica o convite de buscar observar o que acontece, o que significa para cada um e o que podemos aprender para uma vida melhor.

Volta e meia comento sobre isso, mas quero reafirmar que aprendo muito com as pessoas com quem convivo. E aprendo muito também com meus clientes, que trazem questionamentos e reflexões fantásticos! Em tudo que faço, vem um pouquinho do que aprendi com as muitas pessoas com quem tive a oportunidade de conviver. Por isso, esse artigo é especialmente dedicado a elas!

Começo o tema desse artigo com a seguinte reflexão. Se você for perguntar para dez pessoas sobre se gostam de conflito, provavelmente todos lhe responderiam que não. É até natural que não se goste de conflitos em si, mas sem conflitos, se acumularia muito mais desconfortos, mágoas, sentimento de vítima e raiva, sem chance de solução. Isso faz sentido?

Possivelmente muitos de vocês estarão pensando que o conflito é sempre ruim e seria bom não ter. Então convido-os a acompanhar como vejo isso.

Acredito que somos únicos e portanto diferente de todos os outros no mundo. Algumas pessoas podem ter muitas características em comum conosco, enquanto outros, aparentemente, nada em comum. Se somos diferentes, então pensamos e agimos diferentemente. E por isso mesmo, o que fazemos e falamos pode ser compreendido de forma totalmente diverso da nossa real intenção. A mesma coisa o outro, mesmo com a melhor intenção em nos ajudar, pode se colocar de uma forma que para nós significa pouco caso ou algum outra percepção negativa.

A diferença entre as pessoas exige maior esforço de compreensão e de colaboração. Mas nem sempre estamos atentos ou dispostos a isso. Quanto maior a diferença entre as pessoas, maior a chance de conflitos. Sempre? Não necessariamente. Todas as pessoas tem o seu mecanismo, consciente ou não, de lidar com suas dificuldades. Quando nos encontramos em uma situação que não sabemos lidar, acionamos o nosso mecanismo de proteção. É muito comum a fuga, mas para algumas pessoas o enfrentamento é o padrão. As pessoas que tem por mecanismo a fuga, podem se silenciar, distanciar da conversa ou até do ambiente, desconversar ou mudar a conversa. Enquanto as pessoas cujo mecanismo é de enfrentamento, podem levantar a voz, utilizar-se de palavras ásperas, demonstrar agressividade ou até desqualificar quem está à frente.

A depender do quanto você fica incomodado com alguém, em especial, se acredita que feriu seus valores, a sua reação natural será proporcionalmente intensa ao quanto você se sentiu afetado, seja na fuga ou no enfrentamento. Um padrão é melhor que outro? Depende com quem você está lidando. Algumas pessoas preferem discutir do que ser ignoradas. Outras podem preferir “o que os olhos não vêem (e ouvidos não escutam), o coração não sente“.

Mas é interessante observar as consequências comuns de cada padrão. Quando não se conversa sobre o desconforto, nem sempre o outro sabe que lhe causa desconforto ou que tem diferenças a lidar. Quando se enfrenta sem preparo, pode agravar as emoções negativas do outro e acrescentar outros elementos de mágoa.

O conflito tem uma função preciosa de sinalizar que tem algo importante para você, que está mal resolvido. Faço uma comparação. Quando o seu corpo não está bem, a dor e a febre são sinais frequentes. Quando algo não vai bem entre várias pessoas, o conflito é um importante sinalizador da relevância e tamanho do desconforto. Em qualquer interação com pessoas ou expectativa de relacionamento (de qualquer tipo), o conflito é um ótimo sinalizador de que as pessoas se importam mas estão com dificuldades em “digerir” algo. E nesse ponto, vale a sabedoria da época das avós: é conversando que se entende. Mas conversar sem levantar a defensividade das pessoas é uma arte. Todos nós conhecemos algumas pessoas com especial talento a falar sobre qualquer assunto sem que os outros se sintam agredidos. Também conhecemos pessoas que seja qual for o assunto, parece que tem um jeito especial de provocar reações negativas nas pessoas. Vale a reflexão de que tipo de pessoa queremos ser. Pergunto: o que muda na sua vida se puder falar sobre tudo com as pessoas à sua volta sem agravar conflitos? E o que muda na sua vida se no lugar de sofrer, ressignificasse o conflito como estímulo para melhorar o relacionamento?

Há uma grande oportunidade de aprendizado com os conflitos e nos tornam mais conscientes de que somos humanos e nos desentendemos. O ponto chave não está em ter ou não ter conflito, mas como você deseja lidar quando está envolvido em algum conflito. O como você lida pode determinar os seus resultados naquele relacionamento e pode explicar muito dos resultados que você conseguiu ou não na sua vida. Lembre-se que o pior estágio de um relacionamento não é um conflito, mas a total indiferença. Quando nada mais importa, também não há porta de passagem para alcançar o coração do outro.

Para quem ainda tem alguma dúvida, sugiro que imagine como seria a sua vida se soubesse lidar bem com os conflitos? Na sua percepção, diminui ou aumenta a quantidade de conflitos? As pessoas à sua volta se sentiram afetados de que forma? E o mais importante, como afeta você e seu bem estar?

Agora se você prefere evitar conflitos e escolhe o padrão de fuga, só posso ficar na torcida por você de que a outra pessoa envolvida seja mais sábia e lhe ajude a lidar com o que você tem dificuldade de enfrentar. Porque quanto mais importante for aquele relacionamento, maior fica o problema não resolvido! E com o tempo é tanta história e mágoa acumulada que não será capaz de olhar o relacionamento sem a “lente” do que acumulou. Quanto isso lhe custará? Pense nisso!

Que você possa encontrar a sua forma de enxergar uma perspectiva positiva dos conflitos e com isso tornar o difícil, mais fácil. E nessa jornada, ficará cada vez mais forte e capaz de construir excelentes relacionamentos com conflitos de menor intensidade e frequência.

O meu desejo para você e para o mundo é que todos nós possamos ser capazes de tomar a iniciativa para construir a vida de qualidade que queremos! Que você possa ter uma vida próspera e de evolução contínua!

Espero que esse artigo tenha contribuído com você! Dúvidas e comentários são muito bem vindos! E se você gostou do artigo, acompanhe o blog e se faça presente!

Wang Ching

 

Comprometendo-se de coração com a sua vida!

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Quantas vezes você torna o outro mais prioridade do que a você mesmo?

Ao longo da vida, o conjunto de nossas ações escreve mais do que a nossa história, mas quem nos somos, o que valorizamos e que futuro estamos esculpindo.

Tem um motivo de ser quando você não encontra forças para realizar o que deveria fazer e se apega ao que gostaria de fazer. E tudo começa, quando deixamos de lutar pelos nossos valores.

Em algum momento, para que sua vida faça sentido, terá que poder ser íntegro com seus valores, refletida em seus relacionamentos e escolhas. Esquecer-se de quem é para atender ao outro pode lhe trazer o reconhecimento e satisfação naquele momento. Mas de forma repetitiva, vai criar em você um hábito de difícil mudança, até porque às vezes não se tem consciência que tem. E assim, vamos nos esquecendo do que é importante para nós, vivendo cada vez mais a vida do outro, até que não nos encontramos mais.

Ao longo da minha carreira apoiei várias pessoas a “reencontrar” o melhor de si, acreditar nas suas qualidades, redirecionar seus esforços e encontrar o papel que deseja ter na vida. E o ganho é imensurável em autoconfiança, bem-estar, significado e realizações. Reduz significativamente o esforço de “segurar” a essência (e isso custa caro), para simplesmente SER. Retira-se barreiras para realizações que fazem sentido para você. E mais seguros de quem você é, reconhecerá e valorizará melhor suas próprias qualidades, utilizando naturalmente para ampliar chances de sucesso.

Seja na vida pessoal ou profissional, há sempre espaço para que seja você possa colocar em ação o que você valoriza. Quanto mais forte forem suas convicções, mais força você terá para influenciar os outros e enfrentar barreiras para realizar o que desejar.

Mas se já estivermos nos sentindo perdidas?

O ponto de partida é comprometer-se de coração com a sua vida. É entender que o outro tem outras prioridades e não é você. É saber que merece mais, mas terá demonstrar que merece com ações concretas. Além disso, o segredo da vida que deseja, está dentro de si, mesmo que bem no fundo e difícil de achar, ainda assim, existe.

Então faça para si a seguinte pergunta: Estou disposto a demonstrar o meu comprometimento com meus valores todos os dias da minha vida?

Você encontrará dificuldades, mas vivenciará a cada dia novas oportunidades de viver seus valores se estiver efetivamente comprometido. Mas se tiver dúvidas, os obstáculos ganharam dimensões cada vez maiores em sua mente e em suas emoções, até parecer impossíveis de superar.

Mas como vou saber que estou vivendo meus valores?

Você já foi ajudar alguém mas não parava de pensar em algo que deveria ter feito? Já chegou numa festa que era muito importante para um amigo e se perguntou o que estava fazendo lá assim que chegou? Já deixou para última hora e dia seguinte estava se sentindo um lixo porque não conseguiu cumprir no prazo algo prometido? Já se distraiu em redes sociais enquanto alguma voz lhe dizia que não estava estudando o que se propôs e não iria passar na prova?

Todos sabem quando o que fazem não está alinhado com seus valores, mesmo quando não tem clareza de quais são. Tempo demais vivendo a inconsistência entre valores e o que você faz, resulta em vazios, frustrações, sentimento de fracasso e até medo de não encontrar mais o que faz sentido. Mas por quê as pessoas caem nessa armadilha? Porque tem necessidade de afeto, aceitação e reconhecimento. Então a curto prazo a recompensa parece mais garantida quando fazemos o que o outro deseja. Fazemos o que a mãe, a esposa, o amigo, o chefe e tantos outros desejam, reforçando os laços de afeto, aceitação e recebendo reconhecimento. Nada errado em desejar tudo isso. Mas por que não alcançar tudo isso sendo quem você é? Até porque a longo prazo, nada garante que fazer o que os outros desejam fará você mais querido, aceito e reconhecido. As pessoas se acostumam e o que você faz “vira” obrigação. E adicionalmente, é certo que terá que abrir a mão de si, se fizer tempo demais o que o outros desejam.

Então como evitar essa armadilha?

  1. Identifique os seus valores mais fortes. Em geral são poucos itens que não abrimos a mão de jeito nenhum. Os valores mais fortes dão sentido para você vivê-los no seu dia-a-dia. Um ótimo termômetro é a sua emoção. Observe quando de repente se irrita desproporcionamente ao fato. Muito provavelmente um valor importante foi agredido. Pergunte-se o que realmente o irritou? Assim como quando você se engaja em algum projeto e nem vê a hora passar. Algo nesse projeto nutre valores importantes para você. O que tem a ver esse projeto com seus valores?
  2. Coloque-se em estado de consciência. Ao observar melhor a si, começará a momentos em que o que faz não está alinhado ao que faz sentido para você. Pergunte-se o que é preciso para fazer sentido. O que está de errado com esse momento? Pode ser que precise ajustar a ação ou mudar para outra ação. Tente preencher as lacunas: Em vez (disso), faria mais sentido eu fazer (aquilo).
  3. Identifique seus padrões. O ser humano aprende e passa a repetir o que acredita que deu certo. E com isso constrói padrões e forma hábitos. A vantagem é que reduz o tempo para entrarmos em ação. A desvantagem é que o seu momento de vida pode ter mudado e aquele hábito estar sendo prejudicial. E por ser hábito, pode nem notar que faz automaticamente. Nesse ponto, lembre-se que o menos costuma ser mais. Identifique aqueles hábitos que mais trabalham contra seus desejos futuros. E identifique qual foi a necessidade que permitiu construir esse hábito. E busque novas formas de entrar em ação, que atenda essa necessidade (se ainda é uma necessidade).
  4. Identifique oportunidades para viver seus valores. Seja em seus relacionamentos ou outros espaços de convivência, as pessoas esperam o melhor de você. E você não conseguirá dar o melhor se sentir que seus valores são agredidos diariamente. Muitas vezes os desentendimentos começam não pelo que foi feito, mas porque não foi compreendido o porquê. Há um espaço enorme de conversa quando se dialoga com o coração e mostra o desejo de ser genuíno e oferecer o que tem de melhor. Igualmente de expressar nossas limitações e o porquê temos dificuldade em fazer do jeito do outro.
  5. Realinhe suas ações com seus valores. Com clareza de seus valores e tendo identificado tanto os pontos de desalinhamento quanto oportunidades ainda não praticadas, é hora de fazer escolhas para ampliar seu espaço de colocar seus valores em ação. Ser verdadeiramente comprometido de coração consigo. E tenha certeza que esse é o caminho para que seja mais e melhor também com todos à sua volta. Você proporcionará segurança às pessoas de saberem com quem contam.

A essa altura, alguns devem estar pensando no seguinte: isso não funciona. Na minha empresa não posso ser assim. Não posso abrir o jogo com a minha esposa. Imagina o que vai acontecer se eu quiser ser eu com meus subordinados.

Aí vão algumas reflexões:

  • Que problemas você tem evitado deixando de ser você?
  • E que problemas você tem ganhado deixando de ser você?
  • O que pesa mais?
  • Até quando?

Toda escolha implica em renúncia também. A reflexão desse texto é para pessoas que sentem que o preço está alto e que não dá mais para abrir a mão de si. E que é possível viver pelos seus valores sem agredir os outros. Muito pelo contrário, observe como as pessoas admiram e se inspiram em quem tem segurança no que acredita e realiza.

Se você é dessas pessoas e quer aprofundar no tema de valores, recomendo um livro que terminei a leitura recentemente e por isso inspirou o tema desse artigo: “Comprometa-se de Coração”, de Stan Slap. Nesse volume você também encontra nas páginas 67 a 72 um exercício que ajudará a identificar seus valores.

Outro livro que vale a pena é “O que mais importa – o Poder de Viver seus Valores”, de Hyrum W. Smith. Entre vários conteúdos, uma importante contribuição é a tripla equação do que mais importa: missão, valores e papéis.

A vida pode ser muito mais! Não saberemos o tempo total que temos, mas podemos sempre escolher o que fazer com o tempo que temos. Saber seus valores, permitirá colocar o que é mais importante primeiro e não esperar para ser você num futuro que pode não chegar.

Seja na vida pessoal ou profissional, o mais importante deve vir primeiro.

Acredito que há um espaço enorme para se viver seus valores no ambiente de trabalho e isso contribuirá também para uma carreira de sucesso.

Nas empresas é exigido comprometimento. Não existe comprometimento com meros números, mas com o que elas significam se você alcançar. Ou seja, as pessoas se comprometem com algo que faça sentido. Encontre uma causa e conseguirá encontrar como engajar as pessoas em torno do que propõe.

E vale uma reflexão para os líderes: como liderar sem direção? É como dizer: não me siga pois estou perdido!

Seja líder da sua própria vida! Saiba quem é e para onde deseja ir!

E lute pela vida que faça sentido! Num instante, a vida passa! E não poderá reescrever o que já passou!

Encontre o seu lugar!

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Na infinitude do Universo, quem somos nós e que espaços queremos ocupar?

Você já se perguntou qual o sentido da vida? 

Esse artigo é para pessoas que, assim como eu, já buscou ou ainda busca essa resposta. É para pessoas cuja inquietude pode levar a conquistar muitas realizações e encontrar respostas importantes para sua felicidade.

Se você nunca parou para pensar sobre o sentido da sua vida, pode ser que tenha se ocupado com muitas atividades no seu dia-a-dia, ou trabalhando para conquistar uma vida melhor para o futuro. Nada errado se você tem se sentido inteiro. Mas se apesar de muitas atividades, volta e meia vem aquela pergunta: mas a vida é só isso? Talvez seja a hora de dedicar um tempo para conectar-se consigo e encontrar o significado para o que faz e tudo o que tem “acumulado” ao longo da vida, seja bens, diplomas, dinheiro, títulos, acessórios, dispositivos eletrônicos, amizades, etc… A pergunta é: o que você tem acumulado reforça quem você deseja SER ou você tem se tornado o que acumula?

Para que encontre suas respostas para o sentido da sua vida, é preciso abrir a mão de respostas prontas. É preciso aceitar que tem o porquê para não se sentir pleno com a vida e só assim poderá enxergar algo que ainda não vê.

Abra a mão das explicações do tipo:

  • Tenho que fazer isso para depois…
  • Tive que aceitar…
  • Não tenho escolha…
  • Tenho obrigações…

Muitas situações que explicamos contêm verdades, mas não impedem realmente o aprofundamento e a busca por algo mais significativo e genuíno em todo os momentos! Talvez a pergunta a se fazer comece com o por quê: 

  • Por que tenho que fazer isso para depois…
  • Por que eu acredito que tenho que aceitar…
  • Por que eu prefiro dizer que não ter escolha…
  • Por que aceito essas obrigações…

É simples. Se eu não sei o porquê faço o que faço, a vida não vai ganhar sentido. E com o tempo, o sentimento é de a vida passou muito rapidamente e não tivemos tempo para se tornar quem queremos ser e estamos sempre adiando para um futuro, que talvez não chegue a existir.

Você tem opção de encontrar o sentido do que faz, ou ajustar o que faz ao que faz sentido para você.

Mas saiba que basta estar vivo para ter expectativas. Consciente ou intuitivamente, queremos um “lugar” que nos traga o sentimento de pertencimento, mostre que o que fazemos faz sentido e que a vida vale a pena.

O primeiro passo é querer buscar o que te completa. O curioso é que a resposta está dentro de si, mas para encontrar, é preciso buscar referências externas. É preciso se tornar melhor observador de si e do mundo. Quanto mais você observa o mundo sem pré-conceitos, mais você pode se perceber e sentir onde é o seu lugar. A ideia é “olhar” para si e não julgar o mundo. Você começa a “colecionar” sensações positivas e negativas, afinidades ou resistências, remanso ou ansiedade, significado ou vazio.

Em pouco tempo, começará a entender melhor o que faz sentido para você se ganhasse maior espaço na sua vida. Esse autoconhecimento ampliará bem estar e melhores escolhas para a vida. Mas saiba que os velhos hábitos ainda precisarão ser vencidos para que você exerça suas escolhas a favor de si.

Então em vez de continuar fazendo o que sempre fez, pergunte-se: por quê? Considere como afeta a sua vida ao manter. E decida conscientemente se é a hora de mudar.

A sequência abaixo pode lhe ajudar nessa reflexão. Para melhor utilizar, escolha algo que sempre fez, por exemplo: “sempre deixo minhas coisas de lado para atender o que os outros me pedem”. É importante lembrar de alguns exemplos concretos que comprovem que faz isso. Uns 3 (três) exemplos é um bom número. Nesse exemplo, a primeira coisa a se perguntar é por que você deixa as suas coisas de lado quando o outro lhe pede algo? Você irá identificar valores e crenças que permitem que isso aconteça. A segunda pergunta é o que acontece quando você deixa de lado suas coisas para fazer o que os outros pedem? Poderá descobrir o preço que vem pagando e há quanto tempo. A última pergunta é como você quer fazer no futuro? O exercício de como vai lhe trazer opções e consequências das futuras escolhas. Vai lhe proporcionar oportunidades de alinhar o que faz com quem você deseja ser e reafirmar o que tem sentido para você.

A ordem dos itens é essencial, portanto não passe para o item seguinte se não tem a reposta do item anterior.

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Mas saiba que aprender sobre si é um processo sem ponto de chegada, porque somos seres em evolução, sempre. Não somos hoje o que fomos há alguns anos e talvez até alguns segundos atrás.

A caminhada de encontrar-se já lhe trará o sentimento de avanço para pergunta essencial: o  que faz sua vida ter sentido?

A minha busca trouxe muitas realizações significativas e de que a vida vale a pena. Participei de muitos projetos sociais, contribuí com várias organizações e trabalho com o coaching como atividade profissional. Nas minhas relações, o que mais faz sentido é que as pessoas possam perceber a própria grandeza, tenham autonomia, ampliem as realizações significativas (seja na vida pessoal ou profissional) e sintam-se inteiros.

E acredito que atraímos o que buscamos. Recentemente concluí a leitura do livro Comece algo que faça a diferença, de Blake Mycoskie, fundador da TOMS shoes. Um livro que vale a pena ler. Reforçou as minhas convicções e trouxe novas ideias para aprofundamento. Um livro muito apropriado para a tradição de listar ações para o Ano Novo.

Desejo a você um encontro com a sua essência, chave para uma vida significativa!

Que você saiba que não há obstáculo suficientemente grande se o seu sonho é maior. E que quando se persiste no por que, sempre aprenderá mais sobre si e o que o faz feliz.

A vida é uma jornada de descobertas interessantes quando nos colocamos como aprendizes. Mas pode ser infeliz se valorizarmos mais as dificuldades do que as possibilidades de mudança.

Você decide se quer encontrar o seu lugar na vida!

Pergunto: Como será o seu futuro?

Verdades sobre o Sucesso na Carreira

 

02E65972_peq.jpgDe onde vem a ideia de que sucesso traz a felicidade? E dinheiro então…

Você pode precisar de algum dinheiro para realizar o que deseja, mas de quanto dinheiro estamos falando? Até onde você iria para alcançar o dinheiro que deseja? Quais sacrifícios estaria disposto a fazer?

E quando pensamos nas pessoas de sucesso, é comum ouvirmos pessoas dizendo que gostariam de ser assim. Eu sempre penso comigo: será que gostariam se soubessem de toda a história? Porque sempre há mais do que conseguimos ver na história dos outros. E em todas as escolhas, também temos renúncias. Simplesmente a grama do vizinho pode parecer mais verde, mas se de fato for, quanto tempo e esforço foi destinado para que se mantivesse verde?

Ao longo da vida, colecionamos o nosso conceito de sucesso na carreira, que é muito influenciado pelo mundo que observamos à nossa volta. A geração dos meus pais acreditavam em dedicação e fidelidade. Entravam numa empresa pensando em fazer carreira. A minha geração acreditava em títulos. Se estudasse nas melhores escolas com muitos diplomas de pós-graduação, mestrado e doutorado, e quem sabe outros cursos, tinha mais chance de sucesso… A nova geração dá sinais de que não deseja sucesso… pelo menos financeiro… a qualquer custo. O sucesso parece estar na possibilidade de manter múltiplas atividades que incluem fazer o que gostam e ter muita interação seja virtual ou presencial (em geral ambos).

Mas será que o mundo mudou? Ou será que nós mudamos e o mundo é o resultado de nossas mudanças? Observe como aprendemos com as histórias à nossa volta e formamos o conceito do que queremos ou não queremos para nossa vida. E uma vez supridas algumas necessidades, passamos a ter outras.

Será que existe algum modelo de sucesso que nos sirva? Você conhece pessoas que parecem ter de tudo, mas a pessoa não se sente como exemplo de sucesso? Isso acontece mais frequentemente do que tomamos consciência. Por exemplo, você já viu pessoas com um dom e a pessoa acha que não é nada demais?

Para cada indivíduo, o sucesso é único. Temos o nosso conceito de sucesso mesmo que não saibamos conscientemente. E para identificar é necessário partir de quem nós somos e quem desejamos nos tornar.

Esqueça os outros. Comece a buscar a sua resposta. O que você precisa para sentir que é um sucesso? 

Por maiores que sejam os resultados na carreira, se você não estiver feliz, o preço pode ser caro demais. E quem disse que não pode ter sucesso fazendo o que gosta?

Faça um exercício de possibilidades. Olhe a sua volta, observe as pessoas com carreiras de sucesso. Quantas parecem convencidas do que fazem? E se observá-los, será que você não se convence de que há muitas maneiras de alcançar o sucesso na carreira? Encontre a sua e comece a viver que deseja!

Você pode pensar que não é fácil. E não é mesmo. Passamos a vida olhando para fora e não para dentro de nós. Passamos a vida acreditando que se fizermos muita coisa, passaremos a ter muita coisa, que nos levará a ser quem queremos ser.

Na semana passada, participando de uma nova formação em coaching, com Eliana Dutra e Melina Kunifas, dessa vez com acreditação ACTP pela ICF (International Coach Federation), ouvi o resumo do que acredito sobre esse tema.

E se o melhor caminho fosse começar com o ser? Ao ter clareza do ser, o próximo passo é ter somente o que faz parte da vida que deseja. E finalmente, fazer o que faz sentido.

SER -> TER -> FAZER

A clareza de quem queremos ser, provoca mudanças em como percebemos o mundo e nos relacionamos com tudo à nossa volta. Tudo se modifica, no pensar, sentir e agir. Você pode ser quem você deseja. Não espere para ser. Seja agora! Quer ser admirado pela inteligência? Como são as pessoas inteligentes? Quer ser bem relacionado? Como é ser bem relacionado? Quer ser uma boa pessoa? Como uma boa pessoa vê o mundo? No seu conceito, é claro!

Alcançar o sucesso na sua carreira e na vida está bem mais perto que imagina! Não espere para o amanhã, nunca se sabe se chegará.

Seja a sua melhor versão. Aprenda a apreciar e usar o seu acervo pessoal de talentos, habilidades, crenças e valores. Entenda os seus conceitos e escolha fazer o que tem sentido para você!

E SUCESSOS!