Reflexões sobre o Coaching, uma profissão ainda não regulamentada

shutterstock_531851893
Banco de Imagens por assinatura: Shutterstock

Esse texto é dedicado a pessoas que buscam formar suas próprias convicções sobre o tema coaching e procuram informações consistentes para sua análise. A minha pretensão não é estar certa ou errada, mas contribuir com a reflexão de um assunto que tem tido crescente interesse da mídia e da população como um todo, no entanto, ainda reside tanta polêmica.

É importante deixar claro, que todas as minhas colocações aqui, não representam a voz de nenhuma instituição, citada ou não, mas de uma coach dedicada a buscar continuamente a excelência no que faz.

Começo então com a pergunta: a profissão de coaching é ilegal? Não. A base legal da ilegalidade é: “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício.” Pergunto: como pode ser ilegal se ainda não há lei que subordine o seu exercício?

É necessário a regulamentação da atividade de coaching para que seja exercida? Também não. Muitas atividades praticadas, tem reconhecimento da existência em algumas legislações e enquanto atividade econômica, recolhem impostos, mesmo as não regulamentadas enquanto profissão. Observando a história, a atividade começa primeiro por alguma necessidade no mundo. E à medida que se crescem seus impactos, podem vir a ser regulamentadas ou não. No Brasil, o percentual de profissões não regulamentadas segundo algumas pesquisas, ultrapassa a 95%.

A profissão coach atua em funções privativas ao psicólogo? Não deveria. O fato de necessitar de conhecimentos comuns não o qualifica como mesma forma de atuação. Se o psicólogo tiver matérias de sociologia, o torna sociólogo ou alguém que pratica a profissão de sociologia? Se na formação de marketing ou licenciatura tiver matérias de psicologia, significa que haverá exercício ilegal da psicologia? Penso que se existe na grade curricular determinada matéria é porque o conhecimento é importante para o futuro profissional, mas o que distingue é como utilizará o conhecimento na prática profissional. O uso de conhecimentos diversos para melhor apoiar a prática da sua própria atividade profissional, com fronteiras específicas, sem assumir funções privativas de outras profissões, é legítimo.

Essa reflexão me levou a pensar se a origem de muitos entendimentos precipitados e equivocados não seria na falta de conhecimento do que é Coaching e o que não é Coaching.

Adicionalmente, talvez não esteja claro que maus profissionais existem em qualquer atividade, seja regulamentada ou não. Isso não deveria desqualificar a atividade, mas àqueles que não adotam as boas práticas ou desrespeitam a Lei.

Então vamos entender um pouco melhor o que é coaching. Na ausência de regulamentação no país, eu me baseio em padrões e instituições de credibilidade internacional. Segundo ICF – International Coach Federation, uma instituição sem fins lucrativos e fundada em 1995, considerado um recurso mundial de informações e pesquisas sobre o coaching: “Parceria com o coachee através de um processo provocativo e criativo que inspire a maximizar o potencial pessoal e profissional”. Denomina-se coachee a pessoa que está sendo atendida pelo profissional coach.

Também conforme a ICF, o que não é coaching: a) Consultoria; b) Terapia; c) Aconselhamento. O Código de Ética da ICF e o documento intitulado 11 Competências Fundamentais de Coaching (Core Competences), são bases de excelência para a atividade e define o conceito e fronteiras. E um documento base intitulado 10 Indicadores (Top Ten Indicators to Refer a Client to a Mental Health Professional) orienta seus associados coaches a convidar o seu cliente a procurar ajuda de profissionais de outras especialidades, quando alguns indícios são observados, levando a refletir se o que ele precisa pode não ser coaching.

Vamos deixar claro. O coach não diagnostica, não aconselha, não dá orientações e nem dá soluções. O coach proporciona condições para que o cliente identifique e utilize melhor recursos internos que já têm e por qualquer motivo, não têm utilizado para alcançar seus objetivos. Como exemplo, vou citar hábitos, que todos temos. Os hábitos são desenvolvidos em algum momento para “facilitar” a nossa vida. Fica mais fácil e automático fazer algo que queremos ou precisamos de fazer. Mas a vida segue e mudanças acontecem, tanto no cenário à nossa volta, quanto internamente passamos a querer mais e até novas coisas. Alguns hábitos ajudam a nova realidade, outros poderão ser entraves. O que o coach faz? Pergunta de que forma o cliente percebe que o hábito influencia nos objetivos futuros.

Agora convido-os a ampliar o olhar para entender porque o coaching funciona. O Coaching trabalha com o cliente 3 elementos essenciais: confiança, consciência e escolha. Vamos clarificar. Sem confiar em si o cliente não buscará soluções diferentes e limitará ações, o que limita resultados diferentes na sua vida. Mas confiança sem consciência de si e fatos que afetam a sua vida, limitará a qualidade de suas ações. A consciência é primordial para que o cliente aprenda com a própria experiência e melhore as futuras escolhas para si. Por isso muitas técnicas e ferramentas trabalham para ampliar a consciência como base fundamental para encontrar as opções e fazer escolhas. Mas de quem são as escolhas? No coaching, as escolhas são sempre do cliente. Uma função essencial do coach é de apoiar a desenvolver novas e mais eficazes formas de aprender e realizar para si.

Agora eu pergunto a você, leitor: se você tiver um espaço onde se sinta confiante a buscar alternativas, que o auxilie a examinar e explorar momentos de vida sem julgamento e ainda preserva o seu direito de escolha; você estaria mais comprometido com sua vida e encorajado a correr atrás de seus objetivos?

Pois isso é coaching. E é um mercado crescente porque existe a necessidade e tem apresentado resultados. E se considerarmos o cenário de crise, se torna altamente atrativo para quem busca oportunidade de atividade profissional, estando ou não preparado.

Então fica a todos nós o desafio da qualidade e responsabilidade nessa atividade, que como todas as atividades existentes, regulamentadas ou não, também tem impacto na vida das pessoas.

Se você é coach, eu o convido a buscar padrões mais elevados continuamente, reunindo melhor formação com a prática responsável e continuada. Fica a reflexão: que coach você deseja ser?

Se você é um potencial cliente, eu o convido a entender melhor o que é coaching. E quando for o momento de contratar um coach, busque evidências da qualidade e responsabilidade que você deseja nesse profissional, para fazer valer a pena o investimento, seja para si ou para a organização que você representa. Acredito que há grande diferença entre os muitos que se intitulam coaches. Existem os com e sem formação de coaching. Existem os com formação em escolas de longa tradição ou em escolas recém-criadas. Existem os que têm várias formações e os que pararam no tempo. Existem os com experiência prática recente e outros com larga experiência e recomendação de clientes. Então fica a reflexão: que coach você deseja contratar?

O mundo tem acesso a melhores técnicas de coaching e entidades de referência. Mas é necessário que elas sejam apropriadas pelas pessoas, seja quem pode exigir ou quem vai oferecer.

E independentemente da polêmica, o coaching veio para ficar simplesmente porque atende a determinadas necessidades humanas de desenvolvimento. No dia que perder o sentido, deixará de ser procurado.

Só posso dizer que amo o tema e me dedico a estudar continuamente, porque me abre um mundo de possibilidades para despertar e utilizar o meu potencial e dos muitos com quem me encontro na vida!

Eu acredito no coaching! E você?

Se você gostou do texto, compartilhe! Vamos construir um mundo melhor a partir de melhores informações e de ter um olhar para o construtivo. E isso não acontece isoladamente, mas com a soma de pessoas que acreditam!

Verdades sobre o Sucesso na Carreira

 

02E65972_peq.jpgDe onde vem a ideia de que sucesso traz a felicidade? E dinheiro então…

Você pode precisar de algum dinheiro para realizar o que deseja, mas de quanto dinheiro estamos falando? Até onde você iria para alcançar o dinheiro que deseja? Quais sacrifícios estaria disposto a fazer?

E quando pensamos nas pessoas de sucesso, é comum ouvirmos pessoas dizendo que gostariam de ser assim. Eu sempre penso comigo: será que gostariam se soubessem de toda a história? Porque sempre há mais do que conseguimos ver na história dos outros. E em todas as escolhas, também temos renúncias. Simplesmente a grama do vizinho pode parecer mais verde, mas se de fato for, quanto tempo e esforço foi destinado para que se mantivesse verde?

Ao longo da vida, colecionamos o nosso conceito de sucesso na carreira, que é muito influenciado pelo mundo que observamos à nossa volta. A geração dos meus pais acreditavam em dedicação e fidelidade. Entravam numa empresa pensando em fazer carreira. A minha geração acreditava em títulos. Se estudasse nas melhores escolas com muitos diplomas de pós-graduação, mestrado e doutorado, e quem sabe outros cursos, tinha mais chance de sucesso… A nova geração dá sinais de que não deseja sucesso… pelo menos financeiro… a qualquer custo. O sucesso parece estar na possibilidade de manter múltiplas atividades que incluem fazer o que gostam e ter muita interação seja virtual ou presencial (em geral ambos).

Mas será que o mundo mudou? Ou será que nós mudamos e o mundo é o resultado de nossas mudanças? Observe como aprendemos com as histórias à nossa volta e formamos o conceito do que queremos ou não queremos para nossa vida. E uma vez supridas algumas necessidades, passamos a ter outras.

Será que existe algum modelo de sucesso que nos sirva? Você conhece pessoas que parecem ter de tudo, mas a pessoa não se sente como exemplo de sucesso? Isso acontece mais frequentemente do que tomamos consciência. Por exemplo, você já viu pessoas com um dom e a pessoa acha que não é nada demais?

Para cada indivíduo, o sucesso é único. Temos o nosso conceito de sucesso mesmo que não saibamos conscientemente. E para identificar é necessário partir de quem nós somos e quem desejamos nos tornar.

Esqueça os outros. Comece a buscar a sua resposta. O que você precisa para sentir que é um sucesso? 

Por maiores que sejam os resultados na carreira, se você não estiver feliz, o preço pode ser caro demais. E quem disse que não pode ter sucesso fazendo o que gosta?

Faça um exercício de possibilidades. Olhe a sua volta, observe as pessoas com carreiras de sucesso. Quantas parecem convencidas do que fazem? E se observá-los, será que você não se convence de que há muitas maneiras de alcançar o sucesso na carreira? Encontre a sua e comece a viver que deseja!

Você pode pensar que não é fácil. E não é mesmo. Passamos a vida olhando para fora e não para dentro de nós. Passamos a vida acreditando que se fizermos muita coisa, passaremos a ter muita coisa, que nos levará a ser quem queremos ser.

Na semana passada, participando de uma nova formação em coaching, com Eliana Dutra e Melina Kunifas, dessa vez com acreditação ACTP pela ICF (International Coach Federation), ouvi o resumo do que acredito sobre esse tema.

E se o melhor caminho fosse começar com o ser? Ao ter clareza do ser, o próximo passo é ter somente o que faz parte da vida que deseja. E finalmente, fazer o que faz sentido.

SER -> TER -> FAZER

A clareza de quem queremos ser, provoca mudanças em como percebemos o mundo e nos relacionamos com tudo à nossa volta. Tudo se modifica, no pensar, sentir e agir. Você pode ser quem você deseja. Não espere para ser. Seja agora! Quer ser admirado pela inteligência? Como são as pessoas inteligentes? Quer ser bem relacionado? Como é ser bem relacionado? Quer ser uma boa pessoa? Como uma boa pessoa vê o mundo? No seu conceito, é claro!

Alcançar o sucesso na sua carreira e na vida está bem mais perto que imagina! Não espere para o amanhã, nunca se sabe se chegará.

Seja a sua melhor versão. Aprenda a apreciar e usar o seu acervo pessoal de talentos, habilidades, crenças e valores. Entenda os seus conceitos e escolha fazer o que tem sentido para você!

E SUCESSOS!

 

 

Como saber se o coaching é para você?

Vamos começar definindo o que é coaching: “É uma parceria com os clientes em um processo criativo que instiga a reflexão e os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional (ICF)”.

O coaching proporciona importantes benefícios, tais como: empoderamento, maior consciência de seus padrões, melhoria de relacionamentos interpessoais, redução de stress, maior foco, menor dispersão de energia e maior produtividade.

O coaching abrange a vida pessoal tanto quanto a carreira. E com todos os evidentes benefícios, ainda assim, o coaching não é para todos.

Agora vamos às reflexões sobre você:

  • É uma pessoa que preza muito sua autonomia e o seu desenvolvimento é consequência de suas atitudes?
  • Busca o desenvolvimento contínuo porque acredita que temos sempre a evoluir?
  • É curioso e gosta de refletir sobre a vida?
  • Sabe que o autoconhecimento é chave para reconhecer e melhor utilizar seus talentos e pontos fortes?
  • Desafia-se a identificar novas perspectivas sobre situações?
  • Busca descobrir oportunidades e ampliar horizontes?
  • Assume responsabilidade sobre a sua vida?

Se você se identificou positivamente com o conjunto de perguntas acima, muito provavelmente você vai se identificar com a abordagem de coaching.

Mas é importante se perguntar se é o momento para você.

É preciso estar disposto a refletir, ampliar o olhar e experimentar fazer o diferente. É preciso ter tempo para si. Sem a dedicação do cliente coachee, o processo de coaching pode ter o melhor profissional e ter resultados modestos.

Se a sua conclusão for de que é o momento de viver essa experiência com todo o potencial que pode proporcionar, o próximo passo é selecionar um profissional adequado para você. Leve em consideração os seguintes aspectos:

  1. Empatia. Se não está à vontade com o coach, procure outra opção.
  2. Ética. Saiba se o profissional segue algum código de ética e se está declarado no contrato a confidencialidade.
  3. Formação. Veja se o profissional tem a formação por uma escola de referência ou uma credencial de acreditação por uma entidade neutra e de reputação no mundo.
  4. Experiência. Busque informações sobre experiência anterior do profissional, tipos de trabalho e resultados. Também é muito relevante recomendações de pessoas de sua confiança que já fizeram o processo de coaching com o mesmo profissional e saiba mais.
  5. Capacidade de Escuta. Certifique que o coach efetivamente lhe escuta e leva em consideração o que você apresenta.
  6. Comprometimento. O profissional deve estar comprometido com o processo de coaching. Deve lhe esclarecer sobre o processo de coaching, os papéis que cabem às partes e as regras do relacionamento de coaching.

Agora que você já sabe se o coaching é para você nesse momento de vida, desejo que possa sempre lembrar que a vida é breve e que buscando ou não apoio, faça valer a pena todos os momentos! Nunca se sabe se teremos novas oportunidades.

Uma vida significativa depende do quanto estamos dispostos a assumir o papel principal!

Que tenha a coragem de escolher viver a vida que deseja!

 

Foto: Shutterstock.