Comprometendo-se de coração com a sua vida!

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Quantas vezes você torna o outro mais prioridade do que a você mesmo?

Ao longo da vida, o conjunto de nossas ações escreve mais do que a nossa história, mas quem nos somos, o que valorizamos e que futuro estamos esculpindo.

Tem um motivo de ser quando você não encontra forças para realizar o que deveria fazer e se apega ao que gostaria de fazer. E tudo começa, quando deixamos de lutar pelos nossos valores.

Em algum momento, para que sua vida faça sentido, terá que poder ser íntegro com seus valores, refletida em seus relacionamentos e escolhas. Esquecer-se de quem é para atender ao outro pode lhe trazer o reconhecimento e satisfação naquele momento. Mas de forma repetitiva, vai criar em você um hábito de difícil mudança, até porque às vezes não se tem consciência que tem. E assim, vamos nos esquecendo do que é importante para nós, vivendo cada vez mais a vida do outro, até que não nos encontramos mais.

Ao longo da minha carreira apoiei várias pessoas a “reencontrar” o melhor de si, acreditar nas suas qualidades, redirecionar seus esforços e encontrar o papel que deseja ter na vida. E o ganho é imensurável em autoconfiança, bem-estar, significado e realizações. Reduz significativamente o esforço de “segurar” a essência (e isso custa caro), para simplesmente SER. Retira-se barreiras para realizações que fazem sentido para você. E mais seguros de quem você é, reconhecerá e valorizará melhor suas próprias qualidades, utilizando naturalmente para ampliar chances de sucesso.

Seja na vida pessoal ou profissional, há sempre espaço para que seja você possa colocar em ação o que você valoriza. Quanto mais forte forem suas convicções, mais força você terá para influenciar os outros e enfrentar barreiras para realizar o que desejar.

Mas se já estivermos nos sentindo perdidas?

O ponto de partida é comprometer-se de coração com a sua vida. É entender que o outro tem outras prioridades e não é você. É saber que merece mais, mas terá demonstrar que merece com ações concretas. Além disso, o segredo da vida que deseja, está dentro de si, mesmo que bem no fundo e difícil de achar, ainda assim, existe.

Então faça para si a seguinte pergunta: Estou disposto a demonstrar o meu comprometimento com meus valores todos os dias da minha vida?

Você encontrará dificuldades, mas vivenciará a cada dia novas oportunidades de viver seus valores se estiver efetivamente comprometido. Mas se tiver dúvidas, os obstáculos ganharam dimensões cada vez maiores em sua mente e em suas emoções, até parecer impossíveis de superar.

Mas como vou saber que estou vivendo meus valores?

Você já foi ajudar alguém mas não parava de pensar em algo que deveria ter feito? Já chegou numa festa que era muito importante para um amigo e se perguntou o que estava fazendo lá assim que chegou? Já deixou para última hora e dia seguinte estava se sentindo um lixo porque não conseguiu cumprir no prazo algo prometido? Já se distraiu em redes sociais enquanto alguma voz lhe dizia que não estava estudando o que se propôs e não iria passar na prova?

Todos sabem quando o que fazem não está alinhado com seus valores, mesmo quando não tem clareza de quais são. Tempo demais vivendo a inconsistência entre valores e o que você faz, resulta em vazios, frustrações, sentimento de fracasso e até medo de não encontrar mais o que faz sentido. Mas por quê as pessoas caem nessa armadilha? Porque tem necessidade de afeto, aceitação e reconhecimento. Então a curto prazo a recompensa parece mais garantida quando fazemos o que o outro deseja. Fazemos o que a mãe, a esposa, o amigo, o chefe e tantos outros desejam, reforçando os laços de afeto, aceitação e recebendo reconhecimento. Nada errado em desejar tudo isso. Mas por que não alcançar tudo isso sendo quem você é? Até porque a longo prazo, nada garante que fazer o que os outros desejam fará você mais querido, aceito e reconhecido. As pessoas se acostumam e o que você faz “vira” obrigação. E adicionalmente, é certo que terá que abrir a mão de si, se fizer tempo demais o que o outros desejam.

Então como evitar essa armadilha?

  1. Identifique os seus valores mais fortes. Em geral são poucos itens que não abrimos a mão de jeito nenhum. Os valores mais fortes dão sentido para você vivê-los no seu dia-a-dia. Um ótimo termômetro é a sua emoção. Observe quando de repente se irrita desproporcionamente ao fato. Muito provavelmente um valor importante foi agredido. Pergunte-se o que realmente o irritou? Assim como quando você se engaja em algum projeto e nem vê a hora passar. Algo nesse projeto nutre valores importantes para você. O que tem a ver esse projeto com seus valores?
  2. Coloque-se em estado de consciência. Ao observar melhor a si, começará a momentos em que o que faz não está alinhado ao que faz sentido para você. Pergunte-se o que é preciso para fazer sentido. O que está de errado com esse momento? Pode ser que precise ajustar a ação ou mudar para outra ação. Tente preencher as lacunas: Em vez (disso), faria mais sentido eu fazer (aquilo).
  3. Identifique seus padrões. O ser humano aprende e passa a repetir o que acredita que deu certo. E com isso constrói padrões e forma hábitos. A vantagem é que reduz o tempo para entrarmos em ação. A desvantagem é que o seu momento de vida pode ter mudado e aquele hábito estar sendo prejudicial. E por ser hábito, pode nem notar que faz automaticamente. Nesse ponto, lembre-se que o menos costuma ser mais. Identifique aqueles hábitos que mais trabalham contra seus desejos futuros. E identifique qual foi a necessidade que permitiu construir esse hábito. E busque novas formas de entrar em ação, que atenda essa necessidade (se ainda é uma necessidade).
  4. Identifique oportunidades para viver seus valores. Seja em seus relacionamentos ou outros espaços de convivência, as pessoas esperam o melhor de você. E você não conseguirá dar o melhor se sentir que seus valores são agredidos diariamente. Muitas vezes os desentendimentos começam não pelo que foi feito, mas porque não foi compreendido o porquê. Há um espaço enorme de conversa quando se dialoga com o coração e mostra o desejo de ser genuíno e oferecer o que tem de melhor. Igualmente de expressar nossas limitações e o porquê temos dificuldade em fazer do jeito do outro.
  5. Realinhe suas ações com seus valores. Com clareza de seus valores e tendo identificado tanto os pontos de desalinhamento quanto oportunidades ainda não praticadas, é hora de fazer escolhas para ampliar seu espaço de colocar seus valores em ação. Ser verdadeiramente comprometido de coração consigo. E tenha certeza que esse é o caminho para que seja mais e melhor também com todos à sua volta. Você proporcionará segurança às pessoas de saberem com quem contam.

A essa altura, alguns devem estar pensando no seguinte: isso não funciona. Na minha empresa não posso ser assim. Não posso abrir o jogo com a minha esposa. Imagina o que vai acontecer se eu quiser ser eu com meus subordinados.

Aí vão algumas reflexões:

  • Que problemas você tem evitado deixando de ser você?
  • E que problemas você tem ganhado deixando de ser você?
  • O que pesa mais?
  • Até quando?

Toda escolha implica em renúncia também. A reflexão desse texto é para pessoas que sentem que o preço está alto e que não dá mais para abrir a mão de si. E que é possível viver pelos seus valores sem agredir os outros. Muito pelo contrário, observe como as pessoas admiram e se inspiram em quem tem segurança no que acredita e realiza.

Se você é dessas pessoas e quer aprofundar no tema de valores, recomendo um livro que terminei a leitura recentemente e por isso inspirou o tema desse artigo: “Comprometa-se de Coração”, de Stan Slap. Nesse volume você também encontra nas páginas 67 a 72 um exercício que ajudará a identificar seus valores.

Outro livro que vale a pena é “O que mais importa – o Poder de Viver seus Valores”, de Hyrum W. Smith. Entre vários conteúdos, uma importante contribuição é a tripla equação do que mais importa: missão, valores e papéis.

A vida pode ser muito mais! Não saberemos o tempo total que temos, mas podemos sempre escolher o que fazer com o tempo que temos. Saber seus valores, permitirá colocar o que é mais importante primeiro e não esperar para ser você num futuro que pode não chegar.

Seja na vida pessoal ou profissional, o mais importante deve vir primeiro.

Acredito que há um espaço enorme para se viver seus valores no ambiente de trabalho e isso contribuirá também para uma carreira de sucesso.

Nas empresas é exigido comprometimento. Não existe comprometimento com meros números, mas com o que elas significam se você alcançar. Ou seja, as pessoas se comprometem com algo que faça sentido. Encontre uma causa e conseguirá encontrar como engajar as pessoas em torno do que propõe.

E vale uma reflexão para os líderes: como liderar sem direção? É como dizer: não me siga pois estou perdido!

Seja líder da sua própria vida! Saiba quem é e para onde deseja ir!

E lute pela vida que faça sentido! Num instante, a vida passa! E não poderá reescrever o que já passou!

Encontre o seu lugar!

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Na infinitude do Universo, quem somos nós e que espaços queremos ocupar?

Você já se perguntou qual o sentido da vida? 

Esse artigo é para pessoas que, assim como eu, já buscou ou ainda busca essa resposta. É para pessoas cuja inquietude pode levar a conquistar muitas realizações e encontrar respostas importantes para sua felicidade.

Se você nunca parou para pensar sobre o sentido da sua vida, pode ser que tenha se ocupado com muitas atividades no seu dia-a-dia, ou trabalhando para conquistar uma vida melhor para o futuro. Nada errado se você tem se sentido inteiro. Mas se apesar de muitas atividades, volta e meia vem aquela pergunta: mas a vida é só isso? Talvez seja a hora de dedicar um tempo para conectar-se consigo e encontrar o significado para o que faz e tudo o que tem “acumulado” ao longo da vida, seja bens, diplomas, dinheiro, títulos, acessórios, dispositivos eletrônicos, amizades, etc… A pergunta é: o que você tem acumulado reforça quem você deseja SER ou você tem se tornado o que acumula?

Para que encontre suas respostas para o sentido da sua vida, é preciso abrir a mão de respostas prontas. É preciso aceitar que tem o porquê para não se sentir pleno com a vida e só assim poderá enxergar algo que ainda não vê.

Abra a mão das explicações do tipo:

  • Tenho que fazer isso para depois…
  • Tive que aceitar…
  • Não tenho escolha…
  • Tenho obrigações…

Muitas situações que explicamos contêm verdades, mas não impedem realmente o aprofundamento e a busca por algo mais significativo e genuíno em todo os momentos! Talvez a pergunta a se fazer comece com o por quê: 

  • Por que tenho que fazer isso para depois…
  • Por que eu acredito que tenho que aceitar…
  • Por que eu prefiro dizer que não ter escolha…
  • Por que aceito essas obrigações…

É simples. Se eu não sei o porquê faço o que faço, a vida não vai ganhar sentido. E com o tempo, o sentimento é de a vida passou muito rapidamente e não tivemos tempo para se tornar quem queremos ser e estamos sempre adiando para um futuro, que talvez não chegue a existir.

Você tem opção de encontrar o sentido do que faz, ou ajustar o que faz ao que faz sentido para você.

Mas saiba que basta estar vivo para ter expectativas. Consciente ou intuitivamente, queremos um “lugar” que nos traga o sentimento de pertencimento, mostre que o que fazemos faz sentido e que a vida vale a pena.

O primeiro passo é querer buscar o que te completa. O curioso é que a resposta está dentro de si, mas para encontrar, é preciso buscar referências externas. É preciso se tornar melhor observador de si e do mundo. Quanto mais você observa o mundo sem pré-conceitos, mais você pode se perceber e sentir onde é o seu lugar. A ideia é “olhar” para si e não julgar o mundo. Você começa a “colecionar” sensações positivas e negativas, afinidades ou resistências, remanso ou ansiedade, significado ou vazio.

Em pouco tempo, começará a entender melhor o que faz sentido para você se ganhasse maior espaço na sua vida. Esse autoconhecimento ampliará bem estar e melhores escolhas para a vida. Mas saiba que os velhos hábitos ainda precisarão ser vencidos para que você exerça suas escolhas a favor de si.

Então em vez de continuar fazendo o que sempre fez, pergunte-se: por quê? Considere como afeta a sua vida ao manter. E decida conscientemente se é a hora de mudar.

A sequência abaixo pode lhe ajudar nessa reflexão. Para melhor utilizar, escolha algo que sempre fez, por exemplo: “sempre deixo minhas coisas de lado para atender o que os outros me pedem”. É importante lembrar de alguns exemplos concretos que comprovem que faz isso. Uns 3 (três) exemplos é um bom número. Nesse exemplo, a primeira coisa a se perguntar é por que você deixa as suas coisas de lado quando o outro lhe pede algo? Você irá identificar valores e crenças que permitem que isso aconteça. A segunda pergunta é o que acontece quando você deixa de lado suas coisas para fazer o que os outros pedem? Poderá descobrir o preço que vem pagando e há quanto tempo. A última pergunta é como você quer fazer no futuro? O exercício de como vai lhe trazer opções e consequências das futuras escolhas. Vai lhe proporcionar oportunidades de alinhar o que faz com quem você deseja ser e reafirmar o que tem sentido para você.

A ordem dos itens é essencial, portanto não passe para o item seguinte se não tem a reposta do item anterior.

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Mas saiba que aprender sobre si é um processo sem ponto de chegada, porque somos seres em evolução, sempre. Não somos hoje o que fomos há alguns anos e talvez até alguns segundos atrás.

A caminhada de encontrar-se já lhe trará o sentimento de avanço para pergunta essencial: o  que faz sua vida ter sentido?

A minha busca trouxe muitas realizações significativas e de que a vida vale a pena. Participei de muitos projetos sociais, contribuí com várias organizações e trabalho com o coaching como atividade profissional. Nas minhas relações, o que mais faz sentido é que as pessoas possam perceber a própria grandeza, tenham autonomia, ampliem as realizações significativas (seja na vida pessoal ou profissional) e sintam-se inteiros.

E acredito que atraímos o que buscamos. Recentemente concluí a leitura do livro Comece algo que faça a diferença, de Blake Mycoskie, fundador da TOMS shoes. Um livro que vale a pena ler. Reforçou as minhas convicções e trouxe novas ideias para aprofundamento. Um livro muito apropriado para a tradição de listar ações para o Ano Novo.

Desejo a você um encontro com a sua essência, chave para uma vida significativa!

Que você saiba que não há obstáculo suficientemente grande se o seu sonho é maior. E que quando se persiste no por que, sempre aprenderá mais sobre si e o que o faz feliz.

A vida é uma jornada de descobertas interessantes quando nos colocamos como aprendizes. Mas pode ser infeliz se valorizarmos mais as dificuldades do que as possibilidades de mudança.

Você decide se quer encontrar o seu lugar na vida!

Pergunto: Como será o seu futuro?

Você faz a gestão da sua carreira?

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Na minha experiência profissional, de quem passou anos dando treinamentos e trabalhando com o coaching, aprendi bastante sobre pessoas e carreiras. E quero compartilhar o que fazer e o que não fazer, se o seu desejo for de crescer na carreira.

Mas antes, quero lhe dizer que mais do que aprender com as pessoas com quem trabalhei (e aprendi muito), aprendi igualmente com a minha vida pessoal. Eu mesma me incluo na lista daquelas pessoas focadas no trabalho que passava facilmente 14 horas num dia sem parar. Chegava a bater o ponto de saída, para não gerar mais banco de horas, e permanecer na empresa trabalhando.

E num certo dia, percebo que o meu esforço era cada vez maior para manter o meu grau de exigência, em todas as frentes, e eu estava perto do meu limite. E o meu acordar foi num processo de avaliação, quando apesar de bem avaliada, definiram que o aumento iria para outra pessoa. Na hora não entendi porque fiquei tão chateada, afinal de contas, o financeiro nunca havia sido o ponto mais importante para mim. Amava trabalhos desafiadores e conviver com pessoas de diferentes conhecimentos e experiências em todo o país. E isso eu tinha.

Precisei de ouvir nos corredores a conversa de como foi decidido o aumento para eu compreender o que estava me incomodando. O trecho foi mais ou menos assim: “não temos orçamento suficiente para todos. Além disso, ela não precisa de dinheiro, ela gosta mesmo é de trabalhar, o outro não vai ficar bem se não ganhar aumento “. Pouco a pouco, fui compreendendo que estava chateada pelo que isso significava: que o critério de escolha não era resultante do valor que eu produzia para a organização, como eu acreditava que deveria ser. E não importa qual o motivo, tinham que escolher e não fui eu a escolhida.

Naquele momento tomei a decisão de que precisava de assumir a gestão da minha carreira, para que fosse na direção que eu queria, combinando aprendizagem, desafios e resultados, todos relevantes para mim. E deixei de esperar que o reconhecimento fosse resultado exclusivo de um bom trabalho.

Se a sua carreira não está como deseja, é muito provável que você se concentra mais na ação que no planejamento. Você destina quase todo o tempo trabalhando e não tem tempo para fazer a gestão da sua carreira?

Pense na gestão da sua carreira como um instrumento poderoso para alcançar o que se deseja na sua vida profissional. Inclui a consciência, o planejamento e ação. A seguir apresento algumas perguntas para sua reflexão. O conjunto faz parte de um processo de gestão de carreira.

VISÃO DE FUTURO – O que você deseja para a sua carreira em 5, 10, 15 anos? E onde estará no final de sua carreira?

MOMENTO DE VIDA E CARREIRA – O que você mais valoriza na sua vida? O que você mais valoriza em empresas onde trabalhar? O que está faltando para ser realizado? Por qual mudança significativa você gostaria de começar?

O SEU CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO – Por que ainda não chegou lá? O que tem impedido ou impede que alcance o que deseja? De quantas maneiras eu posso avançar para a minha visão de futuro? Que escolhas faço pela minha carreira? O que quero fazer quando sinto que não avancei? O que quero fazer para manter a consciência do processo de evolução?

Como utilizar o conjunto acima? Comece refletindo para responder. Estará criando a consciência. Definir o como fazer é parte do planejamento. E finalmente, entre em ação e aprenda com o processo. Isso é gestão de carreira. Revisite suas anotações de tempos em tempos para entender o que não está funcionando e para valorizar o que funciona. Algumas pessoas preferirão fazer sozinhos, outras, podem gostar de trocar ideias com amigos ou pessoas mais experientes. Alguns vão preferir ter o apoio profissional de um coach.

Lembre-se que você pode trabalhar muito e bem, mas nem sempre as pessoas sabem disso. Quando estamos concentrados demais no fazer, perdemos a capacidade de atenção ao que acontece à nossa volta, perdendo muitas vezes oportunidades, que podem não voltar… E a maioria das decisões na empresa, por exemplo de definir um gestor para um importante projeto, são tomadas muito rapidamente. E se você não é lembrado, não pode ser escolhido.

Então veja algumas dicas para abrir espaços nas empresas, se tornar necessário e ter crescimento na carreira:

  • Participe de grupos de trabalho e comitês multidisciplinares. É uma boa opção para que pessoas de várias áreas ou até de várias empresas tenham oportunidade de conhecer a sua capacidade.
  • Em momentos coletivos, não entre “mudo e saia calado”. Participe, contribua e apoie. Dê oportunidade para que pessoas lhe conheçam um pouco mais.
  • Destine tempo a ouvir sem pré-conceitos. Além de aprender temas variados, você aprenderá sobre pessoas. E as pessoas se sentirão respeitados e até valorizados por você.
  • Peça conselho aos mais experientes e em cargos superiores. Além da aprendizagem, eles saberão quem é você.
  • Preza por um bom relacionamento. Ninguém é de menos. Todos na empresa tem um papel. Para você ser valorizado, ajuda muito a percepção geral sobre você. E as organizações cada vez mais apreciam pessoas com bons comportamentos.
  • Adquira novos conhecimentos. Não se limite ao que já faz, por melhor que seja. Pois isso o limita a ser sempre referência naquele tema. Quanto maior for a sua versatilidade em trabalhar bem em vários ramos do conhecimento, maiores possibilidades de ascensão e reconhecimento. Além disso, você já conviveu com uma pessoa que sempre fala do mesmo assunto? Como é conviver diariamente?
  • Mostre que tem ambições. Saiba que quando é claro que você espera algo a mais, as pessoas tendem a corresponder às suas expectativas, lembrando de você quando surgem oportunidades que é a “sua cara”.

Antes de finalizar esse texto, tenha em mente: “FAÇA O QUE AMA, ou AME O QUE FAZ”. Você terá maiores chances de se destacar se viver esse conceito, pois por melhor que seja, se o trabalho é um sacrifício, não tem dicas que tornem possível e sustentável uma carreira feliz.

Escolha viver a vida que deseja. A escolha é sempre sua, assim como as consequências!

Faça todo o possível para ter a carreira que deseja e acredite: no mínimo estará avançando na direção desejada!

 

Você não vê a hora da sua carreira “decolar”?

No primeiro texto, dediquei a explicar um pouco sobre o coaching e para quem se aplica. Mas não se compreende o coaching na teoria. Então vou contar uma história real sobre desenvolvimento de carreira com o coaching.

Como coach, tenho apoiado o desenvolvimento de carreira em diferentes momentos e necessidades. E à primeira vista, parece contraditório que nem sempre os melhores profissionais, ou mesmo os mais dedicados, são os mais valorizados.

Já encontrei excelentes profissionais, que estão insatisfeitos com a carreira e às vezes com a empresa, porque não têm recebido o reconhecimento que desejam. É o caso de um dos processos do meu primeiro ano como coach que me traz saudosas lembranças. Vou chamar o cliente de Matheus, para preservar a sua privacidade. Mas você possivelmente encontrará semelhança em pessoas a sua volta.

Como o processo de coaching funciona?

Na nossa primeira conversa, o que o cliente-coachee me relatou foi que sabe da própria capacidade, mas por alguma razão, outros menos capazes são promovidos, como aconteceu em recente processo de avaliação e aumento salarial. A ideia inicial era se preparar para mudança de emprego, uma vez que não acreditava mais que a empresa saberia valorizar pessoas com a sua competência.

O ponto de partida era definir o foco do trabalho. A partir do que o cliente trouxe, perguntei se preferia trabalhar a mudança de emprego ou o reconhecimento profissional. O que de fato desejava alcançar? E após alguma reflexão, ficou estabelecido o foco de reconhecimento profissional, seja na mesma empresa ou em outra.

O próximo passo foi estabelecer o conceito pessoal de reconhecimento, assim como indicadores e metas. Após pedir para falar um pouco mais sobre o que é reconhecimento, perguntei: como você vai saber que alcançou o reconhecimento desejado? Nesse momento Matheus iniciou o exercício de possibilidades, que resultou nos seguintes itens, que ele se propôs a alcançar: ser indicado para liderar um projeto importante, ser consultado pela gerência nos processos de planejamento estratégico e ter ascensão profissional no horizonte de 1 ano (onde for).

Com clareza do que se almeja, é importante convidar o cliente a explorar o momento atual com o olhar curioso e sem pré-conceitos. É colocar-se como um observador diferente. E buscar os elementos importantes relacionados a seus objetivos.

Um momento relevante foi quando se refletiu sobre as evidências de que não era valorizado e em que contexto acontecia. Os relatos trouxeram importantes elementos e uma percepção ampliada. O processo de coaching, que é a parceria entre o coach e cliente-coachee, revelou já na segunda sessão, que não havia evidências de que as pessoas tinham consciência sobre a capacidade do Matheus. Isto porque, por questões de valores pessoais, o cliente fazia todo o possível para não falar ou mostrar sobre o que sabia. Acreditava que um bom trabalho fala por si. Só que as pessoas estavam sempre envolvidas no volume de trabalho e não havia espaços para troca de experiências e êxitos. Mas havia apoio ou intervenção superior quando o trabalho não saía.

Uma pergunta essencial foi: o que é necessário para que as pessoas o valorizem?

Nesse momento o meu cliente me disse, após um silêncio: eles não sabem que eu sei.

Então eu perguntei: como vão saber que você sabe? E ele revelou que não gosta de se colocar nas reuniões, pois as pessoas não gostam de opiniões diferentes. Acredita que sempre resulta em conflito.

Perguntei: Isso é uma crença ou um fato?

Quando trabalhamos para identificar os elementos associados, ele pôde identificar pessoas de seu conhecimento que conseguiam expressar opiniões até contrárias da maioria e não resultava em conflitos. Mais que isso, eram valorizadas na sua opinião. Esse foi o ponto de virada para construir a permissão interior de contribuir com o que ele tinha de melhor, sem temer por conflito; algo que agredia seus valores.

Aproveitamos esse precioso momento para refletir: o que essas pessoas fazem de diferente para ter esse resultado?

Como desdobramento, é chegado o momento de refletir e identificar de quantas maneiras o cliente pode alcançar o que deseja e qual a sua maneira escolhida.

Ao longo do processo, que teve ao todo doze sessões, ele foi descobrindo novas formas de mostrar o que sabia, tanto quanto ficava feliz em identificar novas formas de resolver problemas e construir soluções.

Como ganhos do processo, a curto prazo ele já estava sendo consultado pelo próprio gestor, não somente em planejamento estratégico, mas em vários temas e iniciativas novas e prioritárias para a área. Em poucos meses, assumiu liderança de um projeto que desejava como desafio e alcançou também a promoção financeira desejada.

O que ele concluiu foi que tudo acontece por algum motivo, mas nem sempre enxergamos com clareza. Ainda mais quando estamos envolvidos emocionalmente. E uma ajuda profissional de um bom coach pode lhe ajudar a melhor avaliar momentos, trazer perspectivas claras e possibilidades ainda não trilhadas. E o melhor: com o uso do próprio potencial em ação.

Isso é empoderamento! Isso é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional sustentável, onde as pessoas se apropriam de quem são e como utilizar melhor suas capacidades. E de forma contínua, ampliam o autoconhecimento e trabalham para alcançar suas metas!

Como você deve ter observado, o instrumento principal de trabalho do coach são as perguntas, tendo como premissa a confiança, a confidencialidade e a verdade, para melhores resultados a favor de seu cliente! Muitas vezes, tudo o que precisamos é um ambiente seguro para descobrirmos alternativas para o que queremos.

Se você, assim como o Matheus, também tem a carreira como algo muito importante na sua vida e que ocupa um tempo significativo, faça valer a pena! Extraia o máximo de aprendizado e satisfação. Não se conforme em apenas passar o dia.

Você se identificou com essa situação? Quer saber mais sobre o coaching? Busque um profissional de coaching responsável e troque ideias. Quem sabe o coaching é justamente o recurso que faltava para o seu desenvolvimento pessoal e profissional?

 

Foto: Ingimage

 

Como saber se o coaching é para você?

Vamos começar definindo o que é coaching: “É uma parceria com os clientes em um processo criativo que instiga a reflexão e os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional (ICF)”.

O coaching proporciona importantes benefícios, tais como: empoderamento, maior consciência de seus padrões, melhoria de relacionamentos interpessoais, redução de stress, maior foco, menor dispersão de energia e maior produtividade.

O coaching abrange a vida pessoal tanto quanto a carreira. E com todos os evidentes benefícios, ainda assim, o coaching não é para todos.

Agora vamos às reflexões sobre você:

  • É uma pessoa que preza muito sua autonomia e o seu desenvolvimento é consequência de suas atitudes?
  • Busca o desenvolvimento contínuo porque acredita que temos sempre a evoluir?
  • É curioso e gosta de refletir sobre a vida?
  • Sabe que o autoconhecimento é chave para reconhecer e melhor utilizar seus talentos e pontos fortes?
  • Desafia-se a identificar novas perspectivas sobre situações?
  • Busca descobrir oportunidades e ampliar horizontes?
  • Assume responsabilidade sobre a sua vida?

Se você se identificou positivamente com o conjunto de perguntas acima, muito provavelmente você vai se identificar com a abordagem de coaching.

Mas é importante se perguntar se é o momento para você.

É preciso estar disposto a refletir, ampliar o olhar e experimentar fazer o diferente. É preciso ter tempo para si. Sem a dedicação do cliente coachee, o processo de coaching pode ter o melhor profissional e ter resultados modestos.

Se a sua conclusão for de que é o momento de viver essa experiência com todo o potencial que pode proporcionar, o próximo passo é selecionar um profissional adequado para você. Leve em consideração os seguintes aspectos:

  1. Empatia. Se não está à vontade com o coach, procure outra opção.
  2. Ética. Saiba se o profissional segue algum código de ética e se está declarado no contrato a confidencialidade.
  3. Formação. Veja se o profissional tem a formação por uma escola de referência ou uma credencial de acreditação por uma entidade neutra e de reputação no mundo.
  4. Experiência. Busque informações sobre experiência anterior do profissional, tipos de trabalho e resultados. Também é muito relevante recomendações de pessoas de sua confiança que já fizeram o processo de coaching com o mesmo profissional e saiba mais.
  5. Capacidade de Escuta. Certifique que o coach efetivamente lhe escuta e leva em consideração o que você apresenta.
  6. Comprometimento. O profissional deve estar comprometido com o processo de coaching. Deve lhe esclarecer sobre o processo de coaching, os papéis que cabem às partes e as regras do relacionamento de coaching.

Agora que você já sabe se o coaching é para você nesse momento de vida, desejo que possa sempre lembrar que a vida é breve e que buscando ou não apoio, faça valer a pena todos os momentos! Nunca se sabe se teremos novas oportunidades.

Uma vida significativa depende do quanto estamos dispostos a assumir o papel principal!

Que tenha a coragem de escolher viver a vida que deseja!

 

Foto: Shutterstock.