Você rejeita ter esperanças?

Dizem que a esperança é a última que morre. É como um facho de luz que insiste em escapar pela fresta da porta, para alcançar o quarto mais escuro, prometendo que o dia ainda não terminou. E nos acalenta a expectativa de que dias melhores virão.

Quem não teve em algum momento a esperança na realização de algo desejado?

É justamente esta esperança que nos impede de desistir de sonhos, objetivos de vida e até de relacionamentos…

E é nesse período de virada de ano que fico refletindo ainda mais sobre a natureza humana, sobre os anseios e dúvidas sobre o futuro, mas também sobre o que realmente quero para os próximos anos. E através deste texto eu o convido a refletir comigo sobre a presença da esperança e a importância do seu transbordamento na construção de um caminho do seu jeito para os próximos anos da sua vida.

Este texto também se trata de uma reflexão mais profunda e sensível sobre a essência do que é ser humano, a busca da felicidade e plenitude, e como lidamos com as nossas limitações, dilemas internos e contextos externos.

Se este ano que se inicia não for um ano melhor, que você possa pelo menos estar acompanhado de mais inspiração e amparado por resiliência.

Antes de avançar, permita-me te contar pequena história sobre como cheguei na esperança.

Sou uma pessoa de planejamento e nem tanto de esperança. Acredito em fazer acontecer e não em torcer para acontecer.

Por natureza, tenho visão mais sistêmica e pensamento crítico. Já fui gestora de projetos e gosto de desenvolver estratégias e antecipar passos. Talvez eu tenha um lado romântico, ou talvez deva chamar de otimista com relação à vida (sei que nem tudo é só lógica). Mas também sou daquelas pessoas que ao longo de toda a vida, manteve-se na fase dos porquês. Sigo curiosa, observando, perguntando e aprendendo… Sei que não sei tudo, e que nem tudo é explicado pela lógica, pelo menos a curto prazo.

Eu tenho a necessidade de entender e persigo respostas. Até para aprender e memorizar, se entendo, é bem fluído e ágil. E para entender, aprofundo em significados e contextos. Saber o porquê das coisas me traz maior confiança e coragem para qualquer desafio.

E na busca de respostas, refletindo, pesquisando e procurando pelos porquês… é uma sensação maravilhosa quando as ideias se conectam e tudo faz sentido para mim (o que muitos chamam de “momento aha”).

Então a minha tendência, como a de muitas pessoas que se consideram racionais, é subestimar o poder da esperança e superestimar dados, fatos e o que é mais tangível.

A esperança não parece ser coisa para os racionais. Mas o que aprendi é que não se trata de querer ou não. Em algum momento da sua vida, você terá esperanças. Você terá expectativas de que algo bom aconteça e são evidenciadas pelas decepções quando não se alcança o que esperava. Mas podem ser recompensadas quando se concretizam.

A esperança é inseparável do ser humano e habita em nós sem convite. Alguns negam a sua presença, menosprezam ou refutam, mas ela teimosa, persiste presente.

Há outros que supervaloriza e pesam sobre ela boa parte dos resultados da vida, mesmo que não esteja fazendo quase nada para contribuir.

Por ser de natureza mais estruturada e racional, eu precisei de encontrei com reiteradas evidências da força da esperança para entender o valor e acolher feliz. Passei a perceber que me energiza e impulsiona a persistir, e me torna mais resiliente às decepções porque aprendi que a expectativa de tempo é minha. E se ainda não alcancei, talvez precise de um pouco mais de tempo. Posso estar vendo um ponto final, quando na verdade, cheguei na vírgula.

Reconhecer a função da esperança em mim me livrou do fardo pesado do dever da ação pela ação, criando a expectativa de que coisas boas podem acontecer se tiver ações coerentes com o que desejo. E as minhas conclusões não vieram somente da experiência com meus clientes ao longo de 14 anos, desenvolvendo pessoas. Vieram principalmente da minha curiosidade e busca pela resposta para uma importante questão para mim: porque algumas pessoas persistem mais até alcançar o que desejam, enquanto outras desistem nos primeiros obstáculos, muitas vezes transponíveis? Essa curiosidade foi motivada inicialmente por um incômodo trabalhando em um projeto social chamado de “Desenvolvimento de Jovens Líderes“, que tem por foco jovens entre 18 a 26 anos, de renda pessoal e familiar mais baixa. Visa proporcionar oportunidade para uma formação robusta, e é 100% gratuito aos participantes. Parece bom demais, certo? Mas por que havia uma taxa de desistência, muitas vezes por barreiras que surgiam na vida dos participantes, mas na grande maioria, facilmente contornáveis?

Este projeto é realizado pela união de esforços de muitos profissionais experientes de mercado e no total foram 12 edições anuais, com centenas de jovens. E tivemos o prazer de acompanhar grandes saltos e mudanças de vida e carreira. Mas também observamos um número significativo de desistências antes de que se alcance resultados. A pergunta que não quer calar continua sendo: por quê? Resolvemos aplicar uma pesquisa, incluindo formulários mais entrevistas em profundidade, com um número expressivo de jovens. Queríamos entender o que fazia alguns entrarem em ação e persistir mais do que outros. E estava claro que quem se colocava mais em ação, conquistava mais (do que desejava).

Os meus maiores aprendizados sobre a esperança vieram desta pesquisa, que evidenciou a esperança é o elemento presente que distingue os que tem mais êxito dos que que sequer se permitem tentar porque não tem esperança (ou não se permitem ter) de dias melhores. Passaram boa parte da vida dizendo para não ter esperança para não se decepcionar. Ou pior, não ter esperança porque aquilo (que deseja) não é para si. É para quem nasceu em condições mais favoráveis.

Em conclusão: a esperança coloca uma lente otimista, amplia a autoconfiança e aumenta a energia, que permite persistir e enfrentar melhor os obstáculos até alcançar o que acredita que tem chances de alcançar. Acreditar que pode decide “o jogo”.

O aprendizado com centenas de jovens ao longo destes anos foi extremamente rico e me trouxe um profundo sentimento de realização em paralelo com o meu trabalho com os clientes. Mas é tema para ser melhor compartilhado em um outro momento.

Se o tema deste texto já cutucou com a sua curiosidade, continue até o fim. Vai te trazer muitos insights ao longo da leitura até o final.

Para quem este texto é especialmente útil?

Se você também é uma pessoa curiosa, às vezes reflexiva e que está em busca de inspiração para o Novo Ano que se inicia, esse texto é para você.

Se você é uma pessoa de planejamento e está no momento de pensar na sua visão de futuro e metas para os próximos anos (que efetivamente te engajem), uma reflexão mais aprofundada e um pouco de inspiração com este texto não fará mal.

O que esperança tem a ver com o seu futuro?

A grande lição é que quem tem muita esperança não costuma desistir do que deseja. E ao persistir, muitas vezes alcança.

Eu te pergunto: quantas vezes por não acreditar que você consegue, nem tentou? E tem como saber se é possível, sem nem tentar? Que portas já fechou para si ao desistir antes de saber se era possível?

Vamos refletir sobre alguns exemplos:

  • Você já deixou de se candidatar a alguma vaga por acreditar que não tem chance?
  • Já teve vontade de abordar uma autoridade, mas acredita que não conseguirá a sua atenção?
  • Já quis ser palestrante ou escritor, mas nem tentou porque não acredita que seja capaz?
  • Já deixou de conquistar novos amigos, porque pensou que não tem nada a ver ficar abordando as pessoas que tem mais o que fazer do que te ouvir?
  • E quantas pessoas não estariam casados se não tivessem dado o primeiro passo?

Reitero: a esperança é que nos encoraja a agir, insistir e não desistir.

Mas por que somos cautelosos para alimentar as nossas esperanças? Algumas pessoas acreditam que se não tiverem expectativas, não terão decepções. Pensando no ser humano, enxergo nessa lógica duas missões impossíveis. O primeiro é não ter expectativas. Independentemente de sua vontade, todos tem alguma expectativa, mesmo que não seja consciente. O segundo é que em algum momento você se decepcionará porque as coisas não acontecem sempre do seu jeito e no seu tempo. Não existe garantia de realizar tudo, mesmo que tenha o melhor planejamento do mundo. E se colocamos alguma energia e não realiza, como evitar a decepção?

Será que precisamos mesmo de fugir da decepção, como se fosse algo possível? Para mim, a decepção é sinal de que ainda não cheguei lá. De que tem mais que ainda desejo alcançar e tenho horizonte futuro. E isso é ter perspectiva. É sentir-se vivo pulsando por algo e não se limitar a apenas sobreviver.

Vamos falar mais sobre o receio de ter esperança e como muitas vezes somos o primeiro a bater a porta na própria cara.

O que acreditamos determina o que nos permitimos tentar. Este é um dilema humano. Para não se decepcionar, preferimos acreditar que não nascemos para isso, que não somos bons naquilo e que não é o momento para tentar. São muitos os mecanismos para evitar frustrações, decepções e fracassos. Mas existe um princípio universal: o plantio vem antes da colheita.

É preciso plantar, mas para você plantar você precisa acreditar que vai gerar frutos (ou acreditar que precisa fazer porque não tem opção). E se as suas crenças estão cortando as esperanças pela raiz… Você terá menos forças para lidar com barreiras que todos encontramos, volta e meia, na vida.

E as Crenças não são necessariamente verdades. Mas por acreditar, torna-se a sua verdade. E como consequência tem impacto em suas ações e na sua vida, impulsionando ou limitando o seu campo de visão, o que se permite tentar e as suas escolhas.

Apesar disso, as crenças não precisam ser determinantes do que você pode alcançar para o futuro. Você pode escolher desafiar aquelas que te limitam buscando converter o “não” em “sim”.

Sempre que eu me pego pensando em “isso não é possível”, mudo a frase para “Isso pode ser possível se…”

E por mais que você duvide de si, por alguma razão, algumas vezes temos uma voz da esperança nos lembrando de tentar. E pode ter uma presença tão forte quanto aquela réstia de luz que teima em passar pela frestinha da janela como uma promessa que a história ainda não acabou.

Há algum tempo que o tema esperança me desperta a curiosidade. Todos os estados emocionais tem um impacto nas pessoas, sejam positivas ou negativas. Mas a esperança me parece a mais poderosa força para que as pessoas enfrentem positivamente as dificuldades que encontram.

Você sabia que em várias culturas é frequentemente representado por muitos símbolos? Os que mais gosto são a Flor de Lótus e a estrela cadente.

A Flor de Lótus é uma flor elegante e delicada que simboliza superação, pureza e renascimento por sua capacidade de florescer em águas lamacentas.

A estrela cadente, que na verdade é um rastro luminoso de um pequeno fragmento de um meteoroide em alta velocidade, simboliza o renascimento, as mudanças e a iluminação.

E fico me perguntando de onde vem… Será que ter esperança é sempre bom? Até que ponto a esperança se transforma em mera teimosia? Será que algumas pessoas já nascem com mais predisposição para alimentar esperanças ou é cultivável?

E como pessoal racional que sou (boa parte do tempo), não podia deixar de pesquisar. E na minha busca por respostas e mais balizamento, encontrei alguns estudos e livros muito interessantes sobre o tema. Compartilho a seguir dois que me chamaram mais a atenção. Se você é mais do tipo racional como eu, pode querer entender mais sobre a ciência da esperança.

Psychology of Hope: You Can Get Here from There (edição em inglês), por C.R. Snyder. Em tradução livre o título é “A Psicologia da Esperança”. Neste livro o autor fala sobre como as pessoas com alta esperança estabelecem metas claras, imaginam múltiplos caminhos e acreditam na sua capacidade de perseverar, mesmo diante de obstáculos. Também oferece um teste para medir traços de personalidade relacionados à esperança, além de dicas sobre como cultivar a esperança.

Learned Hopefulness: The Power of Positivity to Overcome Depression (edição em inglês), por Dan Tomasulo. Em tradução livre o título é “A Esperança aprendida”.

Este livro oferece exercícios fundamentados na psicologia positiva e comprovados cientificamente. Fala sobre a importância de conhecer os pontos fortes e livrar das crenças limitantes para majorar a capacidade de ser positivo e aumentar seus sentimentos de motivação, resiliência e bem-estar. E ensina a desvencilhar da ruminação sobre eventos negativos do passado, mudando sua perspectiva para o momento presente e antecipando seu futuro com uma visão mais positiva.

Sim, porque a esperança também se cultiva e amplia.

Se você se identificou como alguém que vive dizimando ou ignorando as próprias esperanças, quem sabe, estes livros te fazem mudar a sua perspectiva.

Sei que não ter o livro em português pode ser um limitante, mas atualmente há muita tecnologia que ajuda a superar a barreira de língua. E tenho a esperança que encontrará a ajuda que precisar, se quiser decifrar mais o tema. E claro, estou por aqui para trocar ideias.

Agora que o papel da esperança ficou mais claro, convido a olhar para o futuro: Que esperanças você tem para que o próximo ano? Ou talvez eu deva perguntar que objetivos você tem esperança de alcançar nos próximos anos?

O ponto é: não tenho dúvidas do poder da esperança, mas se limitar à ela é retirar-se do protagonismo da própria vida e tirar as chances da vida ir na direção do que deseja. É preciso aproveitar o movimento que a esperança convida dentro de cada um, para manter o impulso com ações concretas que ajudem a avançar na direção dos objetivos.

Mas ações sem clareza de direção, não alcançam os objetivos. Por isso, gosto de estimular que as pessoas tenham um tempo de qualidade para o planejamento. Não precisa necessariamente ser nada muito estruturado e demorado, mas uma reflexão de qualidade pode fazer muita diferença.

Dê uma força às suas esperanças com um planejamento. Só você sabe o que realmente é importante para você.

Uma dica essencial: planejamento tem que ser realizável. Então seja mais simples, concentrando em menos itens, que sejam realmente importantes para você. Nem pense no conceito de sucesso dos outros. A vida é sua.  Mas não planeje o que não tem esperança de realizar, não terá a energia para enfrentar barreiras. Mas é sempre possível descobrir o que precisa para ter esperanças… Mas se tiver um pouco que seja, foque em demover os empecilhos. Tenha em mente que nenhuma barreira é grande o bastante se o seu sonho for maior.

Se puder te sugerir algo, que funciona para mim, imagine-se daqui a 1, 2 e 3 anos. Nada muito longe para você. E comece com a sua visão de futuro, do que quer SER (quem terá se tornado idealmente), TER (bens, certificações, títulos…) ou ESTAR FAZENDO (estilo de vida).

Tudo está muito dinâmico. Planejar é tirar tempo de qualidade para pensar no que realmente importa para você e buscar um pouco de clareza sobre o que deseja realizar ou conquistar (mesmo!) e possíveis e melhores caminhos.

Pensar em um plano de ação, com possíveis opções de como realizar é válido, mas descomplique. Não se trata da quantidade de ações, mas de quais geram melhor impacto em encurtar o caminho entre hoje e o futuro desejado.

Ainda mais quando o planejamento é para você. Pense simples e seja seletivo, pois o tempo é limitado. E você não quer criar um mecanismo de decepção recorrente. Foque nas conquistas mais valiosas que farão o seu ano valer a pena. Não foque em quantidade, que o manterá muito ocupado, mas não necessariamente produtivo e feliz.

Eu gosto de utilizar a metodologia OKR (Objective and Key Results), adaptada e simplificada para a minha realidade. E sempre reflito conjuntamente a minha vida pessoal e profissional porque disputam o mesmo tempo que tenho. Proporciona clareza quando planejado. E serve de instrumento de acompanhamento e reflexões para aprendizados. E gosto de estabelecer alguns “milestones”, que são basicamente os grandes gols que desejo conquistar ao longo do caminho, definindo a data para estes.

Este texto não é sobre planejamento, mas como dar vida longa à esperança, sem viver só dela. Então não aprofundaremos na metodologia OKR, mas caso tenha interesse em saber mais, deixo como referência o autor John Doerr e o seu livro “Avalie o que Importa”. E este livro tem a versão em português.

Para fechar a ideia de planejamento, deixo algumas dicas para você:

  • Avalie bem o tempo necessário e bloqueie a sua agenda, ou viverá de esperança de que amanhã recuperará o que não fez hoje. E costuma ser irreal.
  • Imprevistos acontecem. Não planeje os seus dias lotados. Deixe espaços para ter a opção de resolver imprevistos se forem importantes, sem precisar de desmontar a sua agenda.
  • Estas mesmas janelas de tempo “sobrando” também são úteis para aproveitar oportunidades raras que você quer aproveitar.
  • Mas tenha em mente que o tempo continua sendo limitado e você precisa ser bom em definir as suas prioridades colocando o que é importante primeiro, ou nunca terá tempo suficiente para realizar os seus maiores sonhos e objetivos.

Antes de terminar, quero compartilhar uma pequena parábola, que espero trazer inspiração para o seu planejamento.

“O Agricultor e a Seca

Uma seca terrível castigou a terra. Todos abandonaram os campos, menos um agricultor que continuou lavrando e semeando.

“Estás louco?”, diziam. “Não chove há meses!”

Ele respondia: “Se eu parar de preparar a terra, quando a chuva vier não estarei pronto para receber a colheita.”

Anos depois, quando as chuvas voltaram abundantes, só ele teve campos prontos para dar frutos.

A esperança não é esperar a chuva sentada; é preparar a terra para quando ela chegar, na confiança de que uma hora chegará.”

Todos queremos estar preparados para quando a oportunidade aparecer. Eu espero que neste ano que se inicia, você dê voz às suas esperanças. E mais do que tudo, reforce as esperanças com planejamento de qualidade e ações concretas.

Que ao final deste ano, antes do próximo Ano Novo, você possa revisitar o seu planejamento, celebrar as realizações e conquistas, e constatar a importância da presença amiga da esperança, te apoiando nas batalhas e encorajando a prosseguir ao longo de todo o ano.

Dê boas vindas às suas esperanças, mais que isso, alimente, sinta e viva a esperança, porque ela te faz persistir no que ninguém mais está fazendo. Mas não a utilize como zona de conforto para não agir. A esperança te dá senso de certeza e energia, o planejamento te dá maior clareza e estrutura, e as ações concretas tem o poder de transformar a sua realidade e aproximar do que você deseja realizar!

Feliz Ano Novo!

#Esperanca #Otimismo #Futuro #Planejamento #OKR

Como saber se o coaching é para você?

Vamos começar definindo o que é coaching: “É uma parceria com os clientes em um processo criativo que instiga a reflexão e os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional (ICF)”.

O coaching proporciona importantes benefícios, tais como: empoderamento, maior consciência de seus padrões, melhoria de relacionamentos interpessoais, redução de stress, maior foco, menor dispersão de energia e maior produtividade.

O coaching abrange a vida pessoal tanto quanto a carreira. E com todos os evidentes benefícios, ainda assim, o coaching não é para todos.

Agora vamos às reflexões sobre você:

  • É uma pessoa que preza muito sua autonomia e o seu desenvolvimento é consequência de suas atitudes?
  • Busca o desenvolvimento contínuo porque acredita que temos sempre a evoluir?
  • É curioso e gosta de refletir sobre a vida?
  • Sabe que o autoconhecimento é chave para reconhecer e melhor utilizar seus talentos e pontos fortes?
  • Desafia-se a identificar novas perspectivas sobre situações?
  • Busca descobrir oportunidades e ampliar horizontes?
  • Assume responsabilidade sobre a sua vida?

Se você se identificou positivamente com o conjunto de perguntas acima, muito provavelmente você vai se identificar com a abordagem de coaching.

Mas é importante se perguntar se é o momento para você.

É preciso estar disposto a refletir, ampliar o olhar e experimentar fazer o diferente. É preciso ter tempo para si. Sem a dedicação do cliente coachee, o processo de coaching pode ter o melhor profissional e ter resultados modestos.

Se a sua conclusão for de que é o momento de viver essa experiência com todo o potencial que pode proporcionar, o próximo passo é selecionar um profissional adequado para você. Leve em consideração os seguintes aspectos:

  1. Empatia. Se não está à vontade com o coach, procure outra opção.
  2. Ética. Saiba se o profissional segue algum código de ética e se está declarado no contrato a confidencialidade.
  3. Formação. Veja se o profissional tem a formação por uma escola de referência ou uma credencial de acreditação por uma entidade neutra e de reputação no mundo.
  4. Experiência. Busque informações sobre experiência anterior do profissional, tipos de trabalho e resultados. Também é muito relevante recomendações de pessoas de sua confiança que já fizeram o processo de coaching com o mesmo profissional e saiba mais.
  5. Capacidade de Escuta. Certifique que o coach efetivamente lhe escuta e leva em consideração o que você apresenta.
  6. Comprometimento. O profissional deve estar comprometido com o processo de coaching. Deve lhe esclarecer sobre o processo de coaching, os papéis que cabem às partes e as regras do relacionamento de coaching.

Agora que você já sabe se o coaching é para você nesse momento de vida, desejo que possa sempre lembrar que a vida é breve e que buscando ou não apoio, faça valer a pena todos os momentos! Nunca se sabe se teremos novas oportunidades.

Uma vida significativa depende do quanto estamos dispostos a assumir o papel principal!

Que tenha a coragem de escolher viver a vida que deseja!

 

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