Reflexões sobre o Coaching, uma profissão ainda não regulamentada

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Esse texto é dedicado a pessoas que buscam formar suas próprias convicções sobre o tema coaching e procuram informações consistentes para sua análise. A minha pretensão não é estar certa ou errada, mas contribuir com a reflexão de um assunto que tem tido crescente interesse da mídia e da população como um todo, no entanto, ainda reside tanta polêmica.

É importante deixar claro, que todas as minhas colocações aqui, não representam a voz de nenhuma instituição, citada ou não, mas de uma coach dedicada a buscar continuamente a excelência no que faz.

Começo então com a pergunta: a profissão de coaching é ilegal? Não. A base legal da ilegalidade é: “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício.” Pergunto: como pode ser ilegal se ainda não há lei que subordine o seu exercício?

É necessário a regulamentação da atividade de coaching para que seja exercida? Também não. Muitas atividades praticadas, tem reconhecimento da existência em algumas legislações e enquanto atividade econômica, recolhem impostos, mesmo as não regulamentadas enquanto profissão. Observando a história, a atividade começa primeiro por alguma necessidade no mundo. E à medida que se crescem seus impactos, podem vir a ser regulamentadas ou não. No Brasil, o percentual de profissões não regulamentadas segundo algumas pesquisas, ultrapassa a 95%.

A profissão coach atua em funções privativas ao psicólogo? Não deveria. O fato de necessitar de conhecimentos comuns não o qualifica como mesma forma de atuação. Se o psicólogo tiver matérias de sociologia, o torna sociólogo ou alguém que pratica a profissão de sociologia? Se na formação de marketing ou licenciatura tiver matérias de psicologia, significa que haverá exercício ilegal da psicologia? Penso que se existe na grade curricular determinada matéria é porque o conhecimento é importante para o futuro profissional, mas o que distingue é como utilizará o conhecimento na prática profissional. O uso de conhecimentos diversos para melhor apoiar a prática da sua própria atividade profissional, com fronteiras específicas, sem assumir funções privativas de outras profissões, é legítimo.

Essa reflexão me levou a pensar se a origem de muitos entendimentos precipitados e equivocados não seria na falta de conhecimento do que é Coaching e o que não é Coaching.

Adicionalmente, talvez não esteja claro que maus profissionais existem em qualquer atividade, seja regulamentada ou não. Isso não deveria desqualificar a atividade, mas àqueles que não adotam as boas práticas ou desrespeitam a Lei.

Então vamos entender um pouco melhor o que é coaching. Na ausência de regulamentação no país, eu me baseio em padrões e instituições de credibilidade internacional. Segundo ICF – International Coach Federation, uma instituição sem fins lucrativos e fundada em 1995, considerado um recurso mundial de informações e pesquisas sobre o coaching: “Parceria com o coachee através de um processo provocativo e criativo que inspire a maximizar o potencial pessoal e profissional”. Denomina-se coachee a pessoa que está sendo atendida pelo profissional coach.

Também conforme a ICF, o que não é coaching: a) Consultoria; b) Terapia; c) Aconselhamento. O Código de Ética da ICF e o documento intitulado 11 Competências Fundamentais de Coaching (Core Competences), são bases de excelência para a atividade e define o conceito e fronteiras. E um documento base intitulado 10 Indicadores (Top Ten Indicators to Refer a Client to a Mental Health Professional) orienta seus associados coaches a convidar o seu cliente a procurar ajuda de profissionais de outras especialidades, quando alguns indícios são observados, levando a refletir se o que ele precisa pode não ser coaching.

Vamos deixar claro. O coach não diagnostica, não aconselha, não dá orientações e nem dá soluções. O coach proporciona condições para que o cliente identifique e utilize melhor recursos internos que já têm e por qualquer motivo, não têm utilizado para alcançar seus objetivos. Como exemplo, vou citar hábitos, que todos temos. Os hábitos são desenvolvidos em algum momento para “facilitar” a nossa vida. Fica mais fácil e automático fazer algo que queremos ou precisamos de fazer. Mas a vida segue e mudanças acontecem, tanto no cenário à nossa volta, quanto internamente passamos a querer mais e até novas coisas. Alguns hábitos ajudam a nova realidade, outros poderão ser entraves. O que o coach faz? Pergunta de que forma o cliente percebe que o hábito influencia nos objetivos futuros.

Agora convido-os a ampliar o olhar para entender porque o coaching funciona. O Coaching trabalha com o cliente 3 elementos essenciais: confiança, consciência e escolha. Vamos clarificar. Sem confiar em si o cliente não buscará soluções diferentes e limitará ações, o que limita resultados diferentes na sua vida. Mas confiança sem consciência de si e fatos que afetam a sua vida, limitará a qualidade de suas ações. A consciência é primordial para que o cliente aprenda com a própria experiência e melhore as futuras escolhas para si. Por isso muitas técnicas e ferramentas trabalham para ampliar a consciência como base fundamental para encontrar as opções e fazer escolhas. Mas de quem são as escolhas? No coaching, as escolhas são sempre do cliente. Uma função essencial do coach é de apoiar a desenvolver novas e mais eficazes formas de aprender e realizar para si.

Agora eu pergunto a você, leitor: se você tiver um espaço onde se sinta confiante a buscar alternativas, que o auxilie a examinar e explorar momentos de vida sem julgamento e ainda preserva o seu direito de escolha; você estaria mais comprometido com sua vida e encorajado a correr atrás de seus objetivos?

Pois isso é coaching. E é um mercado crescente porque existe a necessidade e tem apresentado resultados. E se considerarmos o cenário de crise, se torna altamente atrativo para quem busca oportunidade de atividade profissional, estando ou não preparado.

Então fica a todos nós o desafio da qualidade e responsabilidade nessa atividade, que como todas as atividades existentes, regulamentadas ou não, também tem impacto na vida das pessoas.

Se você é coach, eu o convido a buscar padrões mais elevados continuamente, reunindo melhor formação com a prática responsável e continuada. Fica a reflexão: que coach você deseja ser?

Se você é um potencial cliente, eu o convido a entender melhor o que é coaching. E quando for o momento de contratar um coach, busque evidências da qualidade e responsabilidade que você deseja nesse profissional, para fazer valer a pena o investimento, seja para si ou para a organização que você representa. Acredito que há grande diferença entre os muitos que se intitulam coaches. Existem os com e sem formação de coaching. Existem os com formação em escolas de longa tradição ou em escolas recém-criadas. Existem os que têm várias formações e os que pararam no tempo. Existem os com experiência prática recente e outros com larga experiência e recomendação de clientes. Então fica a reflexão: que coach você deseja contratar?

O mundo tem acesso a melhores técnicas de coaching e entidades de referência. Mas é necessário que elas sejam apropriadas pelas pessoas, seja quem pode exigir ou quem vai oferecer.

E independentemente da polêmica, o coaching veio para ficar simplesmente porque atende a determinadas necessidades humanas de desenvolvimento. No dia que perder o sentido, deixará de ser procurado.

Só posso dizer que amo o tema e me dedico a estudar continuamente, porque me abre um mundo de possibilidades para despertar e utilizar o meu potencial e dos muitos com quem me encontro na vida!

Eu acredito no coaching! E você?

Se você gostou do texto, compartilhe! Vamos construir um mundo melhor a partir de melhores informações e de ter um olhar para o construtivo. E isso não acontece isoladamente, mas com a soma de pessoas que acreditam!

Comprometendo-se de coração com a sua vida!

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Quantas vezes você torna o outro mais prioridade do que a você mesmo?

Ao longo da vida, o conjunto de nossas ações escreve mais do que a nossa história, mas quem nos somos, o que valorizamos e que futuro estamos esculpindo.

Tem um motivo de ser quando você não encontra forças para realizar o que deveria fazer e se apega ao que gostaria de fazer. E tudo começa, quando deixamos de lutar pelos nossos valores.

Em algum momento, para que sua vida faça sentido, terá que poder ser íntegro com seus valores, refletida em seus relacionamentos e escolhas. Esquecer-se de quem é para atender ao outro pode lhe trazer o reconhecimento e satisfação naquele momento. Mas de forma repetitiva, vai criar em você um hábito de difícil mudança, até porque às vezes não se tem consciência que tem. E assim, vamos nos esquecendo do que é importante para nós, vivendo cada vez mais a vida do outro, até que não nos encontramos mais.

Ao longo da minha carreira apoiei várias pessoas a “reencontrar” o melhor de si, acreditar nas suas qualidades, redirecionar seus esforços e encontrar o papel que deseja ter na vida. E o ganho é imensurável em autoconfiança, bem-estar, significado e realizações. Reduz significativamente o esforço de “segurar” a essência (e isso custa caro), para simplesmente SER. Retira-se barreiras para realizações que fazem sentido para você. E mais seguros de quem você é, reconhecerá e valorizará melhor suas próprias qualidades, utilizando naturalmente para ampliar chances de sucesso.

Seja na vida pessoal ou profissional, há sempre espaço para que seja você possa colocar em ação o que você valoriza. Quanto mais forte forem suas convicções, mais força você terá para influenciar os outros e enfrentar barreiras para realizar o que desejar.

Mas se já estivermos nos sentindo perdidas?

O ponto de partida é comprometer-se de coração com a sua vida. É entender que o outro tem outras prioridades e não é você. É saber que merece mais, mas terá demonstrar que merece com ações concretas. Além disso, o segredo da vida que deseja, está dentro de si, mesmo que bem no fundo e difícil de achar, ainda assim, existe.

Então faça para si a seguinte pergunta: Estou disposto a demonstrar o meu comprometimento com meus valores todos os dias da minha vida?

Você encontrará dificuldades, mas vivenciará a cada dia novas oportunidades de viver seus valores se estiver efetivamente comprometido. Mas se tiver dúvidas, os obstáculos ganharam dimensões cada vez maiores em sua mente e em suas emoções, até parecer impossíveis de superar.

Mas como vou saber que estou vivendo meus valores?

Você já foi ajudar alguém mas não parava de pensar em algo que deveria ter feito? Já chegou numa festa que era muito importante para um amigo e se perguntou o que estava fazendo lá assim que chegou? Já deixou para última hora e dia seguinte estava se sentindo um lixo porque não conseguiu cumprir no prazo algo prometido? Já se distraiu em redes sociais enquanto alguma voz lhe dizia que não estava estudando o que se propôs e não iria passar na prova?

Todos sabem quando o que fazem não está alinhado com seus valores, mesmo quando não tem clareza de quais são. Tempo demais vivendo a inconsistência entre valores e o que você faz, resulta em vazios, frustrações, sentimento de fracasso e até medo de não encontrar mais o que faz sentido. Mas por quê as pessoas caem nessa armadilha? Porque tem necessidade de afeto, aceitação e reconhecimento. Então a curto prazo a recompensa parece mais garantida quando fazemos o que o outro deseja. Fazemos o que a mãe, a esposa, o amigo, o chefe e tantos outros desejam, reforçando os laços de afeto, aceitação e recebendo reconhecimento. Nada errado em desejar tudo isso. Mas por que não alcançar tudo isso sendo quem você é? Até porque a longo prazo, nada garante que fazer o que os outros desejam fará você mais querido, aceito e reconhecido. As pessoas se acostumam e o que você faz “vira” obrigação. E adicionalmente, é certo que terá que abrir a mão de si, se fizer tempo demais o que o outros desejam.

Então como evitar essa armadilha?

  1. Identifique os seus valores mais fortes. Em geral são poucos itens que não abrimos a mão de jeito nenhum. Os valores mais fortes dão sentido para você vivê-los no seu dia-a-dia. Um ótimo termômetro é a sua emoção. Observe quando de repente se irrita desproporcionamente ao fato. Muito provavelmente um valor importante foi agredido. Pergunte-se o que realmente o irritou? Assim como quando você se engaja em algum projeto e nem vê a hora passar. Algo nesse projeto nutre valores importantes para você. O que tem a ver esse projeto com seus valores?
  2. Coloque-se em estado de consciência. Ao observar melhor a si, começará a momentos em que o que faz não está alinhado ao que faz sentido para você. Pergunte-se o que é preciso para fazer sentido. O que está de errado com esse momento? Pode ser que precise ajustar a ação ou mudar para outra ação. Tente preencher as lacunas: Em vez (disso), faria mais sentido eu fazer (aquilo).
  3. Identifique seus padrões. O ser humano aprende e passa a repetir o que acredita que deu certo. E com isso constrói padrões e forma hábitos. A vantagem é que reduz o tempo para entrarmos em ação. A desvantagem é que o seu momento de vida pode ter mudado e aquele hábito estar sendo prejudicial. E por ser hábito, pode nem notar que faz automaticamente. Nesse ponto, lembre-se que o menos costuma ser mais. Identifique aqueles hábitos que mais trabalham contra seus desejos futuros. E identifique qual foi a necessidade que permitiu construir esse hábito. E busque novas formas de entrar em ação, que atenda essa necessidade (se ainda é uma necessidade).
  4. Identifique oportunidades para viver seus valores. Seja em seus relacionamentos ou outros espaços de convivência, as pessoas esperam o melhor de você. E você não conseguirá dar o melhor se sentir que seus valores são agredidos diariamente. Muitas vezes os desentendimentos começam não pelo que foi feito, mas porque não foi compreendido o porquê. Há um espaço enorme de conversa quando se dialoga com o coração e mostra o desejo de ser genuíno e oferecer o que tem de melhor. Igualmente de expressar nossas limitações e o porquê temos dificuldade em fazer do jeito do outro.
  5. Realinhe suas ações com seus valores. Com clareza de seus valores e tendo identificado tanto os pontos de desalinhamento quanto oportunidades ainda não praticadas, é hora de fazer escolhas para ampliar seu espaço de colocar seus valores em ação. Ser verdadeiramente comprometido de coração consigo. E tenha certeza que esse é o caminho para que seja mais e melhor também com todos à sua volta. Você proporcionará segurança às pessoas de saberem com quem contam.

A essa altura, alguns devem estar pensando no seguinte: isso não funciona. Na minha empresa não posso ser assim. Não posso abrir o jogo com a minha esposa. Imagina o que vai acontecer se eu quiser ser eu com meus subordinados.

Aí vão algumas reflexões:

  • Que problemas você tem evitado deixando de ser você?
  • E que problemas você tem ganhado deixando de ser você?
  • O que pesa mais?
  • Até quando?

Toda escolha implica em renúncia também. A reflexão desse texto é para pessoas que sentem que o preço está alto e que não dá mais para abrir a mão de si. E que é possível viver pelos seus valores sem agredir os outros. Muito pelo contrário, observe como as pessoas admiram e se inspiram em quem tem segurança no que acredita e realiza.

Se você é dessas pessoas e quer aprofundar no tema de valores, recomendo um livro que terminei a leitura recentemente e por isso inspirou o tema desse artigo: “Comprometa-se de Coração”, de Stan Slap. Nesse volume você também encontra nas páginas 67 a 72 um exercício que ajudará a identificar seus valores.

Outro livro que vale a pena é “O que mais importa – o Poder de Viver seus Valores”, de Hyrum W. Smith. Entre vários conteúdos, uma importante contribuição é a tripla equação do que mais importa: missão, valores e papéis.

A vida pode ser muito mais! Não saberemos o tempo total que temos, mas podemos sempre escolher o que fazer com o tempo que temos. Saber seus valores, permitirá colocar o que é mais importante primeiro e não esperar para ser você num futuro que pode não chegar.

Seja na vida pessoal ou profissional, o mais importante deve vir primeiro.

Acredito que há um espaço enorme para se viver seus valores no ambiente de trabalho e isso contribuirá também para uma carreira de sucesso.

Nas empresas é exigido comprometimento. Não existe comprometimento com meros números, mas com o que elas significam se você alcançar. Ou seja, as pessoas se comprometem com algo que faça sentido. Encontre uma causa e conseguirá encontrar como engajar as pessoas em torno do que propõe.

E vale uma reflexão para os líderes: como liderar sem direção? É como dizer: não me siga pois estou perdido!

Seja líder da sua própria vida! Saiba quem é e para onde deseja ir!

E lute pela vida que faça sentido! Num instante, a vida passa! E não poderá reescrever o que já passou!

Verdades sobre o Sucesso na Carreira

 

02E65972_peq.jpgDe onde vem a ideia de que sucesso traz a felicidade? E dinheiro então…

Você pode precisar de algum dinheiro para realizar o que deseja, mas de quanto dinheiro estamos falando? Até onde você iria para alcançar o dinheiro que deseja? Quais sacrifícios estaria disposto a fazer?

E quando pensamos nas pessoas de sucesso, é comum ouvirmos pessoas dizendo que gostariam de ser assim. Eu sempre penso comigo: será que gostariam se soubessem de toda a história? Porque sempre há mais do que conseguimos ver na história dos outros. E em todas as escolhas, também temos renúncias. Simplesmente a grama do vizinho pode parecer mais verde, mas se de fato for, quanto tempo e esforço foi destinado para que se mantivesse verde?

Ao longo da vida, colecionamos o nosso conceito de sucesso na carreira, que é muito influenciado pelo mundo que observamos à nossa volta. A geração dos meus pais acreditavam em dedicação e fidelidade. Entravam numa empresa pensando em fazer carreira. A minha geração acreditava em títulos. Se estudasse nas melhores escolas com muitos diplomas de pós-graduação, mestrado e doutorado, e quem sabe outros cursos, tinha mais chance de sucesso… A nova geração dá sinais de que não deseja sucesso… pelo menos financeiro… a qualquer custo. O sucesso parece estar na possibilidade de manter múltiplas atividades que incluem fazer o que gostam e ter muita interação seja virtual ou presencial (em geral ambos).

Mas será que o mundo mudou? Ou será que nós mudamos e o mundo é o resultado de nossas mudanças? Observe como aprendemos com as histórias à nossa volta e formamos o conceito do que queremos ou não queremos para nossa vida. E uma vez supridas algumas necessidades, passamos a ter outras.

Será que existe algum modelo de sucesso que nos sirva? Você conhece pessoas que parecem ter de tudo, mas a pessoa não se sente como exemplo de sucesso? Isso acontece mais frequentemente do que tomamos consciência. Por exemplo, você já viu pessoas com um dom e a pessoa acha que não é nada demais?

Para cada indivíduo, o sucesso é único. Temos o nosso conceito de sucesso mesmo que não saibamos conscientemente. E para identificar é necessário partir de quem nós somos e quem desejamos nos tornar.

Esqueça os outros. Comece a buscar a sua resposta. O que você precisa para sentir que é um sucesso? 

Por maiores que sejam os resultados na carreira, se você não estiver feliz, o preço pode ser caro demais. E quem disse que não pode ter sucesso fazendo o que gosta?

Faça um exercício de possibilidades. Olhe a sua volta, observe as pessoas com carreiras de sucesso. Quantas parecem convencidas do que fazem? E se observá-los, será que você não se convence de que há muitas maneiras de alcançar o sucesso na carreira? Encontre a sua e comece a viver que deseja!

Você pode pensar que não é fácil. E não é mesmo. Passamos a vida olhando para fora e não para dentro de nós. Passamos a vida acreditando que se fizermos muita coisa, passaremos a ter muita coisa, que nos levará a ser quem queremos ser.

Na semana passada, participando de uma nova formação em coaching, com Eliana Dutra e Melina Kunifas, dessa vez com acreditação ACTP pela ICF (International Coach Federation), ouvi o resumo do que acredito sobre esse tema.

E se o melhor caminho fosse começar com o ser? Ao ter clareza do ser, o próximo passo é ter somente o que faz parte da vida que deseja. E finalmente, fazer o que faz sentido.

SER -> TER -> FAZER

A clareza de quem queremos ser, provoca mudanças em como percebemos o mundo e nos relacionamos com tudo à nossa volta. Tudo se modifica, no pensar, sentir e agir. Você pode ser quem você deseja. Não espere para ser. Seja agora! Quer ser admirado pela inteligência? Como são as pessoas inteligentes? Quer ser bem relacionado? Como é ser bem relacionado? Quer ser uma boa pessoa? Como uma boa pessoa vê o mundo? No seu conceito, é claro!

Alcançar o sucesso na sua carreira e na vida está bem mais perto que imagina! Não espere para o amanhã, nunca se sabe se chegará.

Seja a sua melhor versão. Aprenda a apreciar e usar o seu acervo pessoal de talentos, habilidades, crenças e valores. Entenda os seus conceitos e escolha fazer o que tem sentido para você!

E SUCESSOS!

 

 

Você faz a gestão da sua carreira?

Businesspeople Having Meeting In Modern Open Plan Office

Na minha experiência profissional, de quem passou anos dando treinamentos e trabalhando com o coaching, aprendi bastante sobre pessoas e carreiras. E quero compartilhar o que fazer e o que não fazer, se o seu desejo for de crescer na carreira.

Mas antes, quero lhe dizer que mais do que aprender com as pessoas com quem trabalhei (e aprendi muito), aprendi igualmente com a minha vida pessoal. Eu mesma me incluo na lista daquelas pessoas focadas no trabalho que passava facilmente 14 horas num dia sem parar. Chegava a bater o ponto de saída, para não gerar mais banco de horas, e permanecer na empresa trabalhando.

E num certo dia, percebo que o meu esforço era cada vez maior para manter o meu grau de exigência, em todas as frentes, e eu estava perto do meu limite. E o meu acordar foi num processo de avaliação, quando apesar de bem avaliada, definiram que o aumento iria para outra pessoa. Na hora não entendi porque fiquei tão chateada, afinal de contas, o financeiro nunca havia sido o ponto mais importante para mim. Amava trabalhos desafiadores e conviver com pessoas de diferentes conhecimentos e experiências em todo o país. E isso eu tinha.

Precisei de ouvir nos corredores a conversa de como foi decidido o aumento para eu compreender o que estava me incomodando. O trecho foi mais ou menos assim: “não temos orçamento suficiente para todos. Além disso, ela não precisa de dinheiro, ela gosta mesmo é de trabalhar, o outro não vai ficar bem se não ganhar aumento “. Pouco a pouco, fui compreendendo que estava chateada pelo que isso significava: que o critério de escolha não era resultante do valor que eu produzia para a organização, como eu acreditava que deveria ser. E não importa qual o motivo, tinham que escolher e não fui eu a escolhida.

Naquele momento tomei a decisão de que precisava de assumir a gestão da minha carreira, para que fosse na direção que eu queria, combinando aprendizagem, desafios e resultados, todos relevantes para mim. E deixei de esperar que o reconhecimento fosse resultado exclusivo de um bom trabalho.

Se a sua carreira não está como deseja, é muito provável que você se concentra mais na ação que no planejamento. Você destina quase todo o tempo trabalhando e não tem tempo para fazer a gestão da sua carreira?

Pense na gestão da sua carreira como um instrumento poderoso para alcançar o que se deseja na sua vida profissional. Inclui a consciência, o planejamento e ação. A seguir apresento algumas perguntas para sua reflexão. O conjunto faz parte de um processo de gestão de carreira.

VISÃO DE FUTURO – O que você deseja para a sua carreira em 5, 10, 15 anos? E onde estará no final de sua carreira?

MOMENTO DE VIDA E CARREIRA – O que você mais valoriza na sua vida? O que você mais valoriza em empresas onde trabalhar? O que está faltando para ser realizado? Por qual mudança significativa você gostaria de começar?

O SEU CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO – Por que ainda não chegou lá? O que tem impedido ou impede que alcance o que deseja? De quantas maneiras eu posso avançar para a minha visão de futuro? Que escolhas faço pela minha carreira? O que quero fazer quando sinto que não avancei? O que quero fazer para manter a consciência do processo de evolução?

Como utilizar o conjunto acima? Comece refletindo para responder. Estará criando a consciência. Definir o como fazer é parte do planejamento. E finalmente, entre em ação e aprenda com o processo. Isso é gestão de carreira. Revisite suas anotações de tempos em tempos para entender o que não está funcionando e para valorizar o que funciona. Algumas pessoas preferirão fazer sozinhos, outras, podem gostar de trocar ideias com amigos ou pessoas mais experientes. Alguns vão preferir ter o apoio profissional de um coach.

Lembre-se que você pode trabalhar muito e bem, mas nem sempre as pessoas sabem disso. Quando estamos concentrados demais no fazer, perdemos a capacidade de atenção ao que acontece à nossa volta, perdendo muitas vezes oportunidades, que podem não voltar… E a maioria das decisões na empresa, por exemplo de definir um gestor para um importante projeto, são tomadas muito rapidamente. E se você não é lembrado, não pode ser escolhido.

Então veja algumas dicas para abrir espaços nas empresas, se tornar necessário e ter crescimento na carreira:

  • Participe de grupos de trabalho e comitês multidisciplinares. É uma boa opção para que pessoas de várias áreas ou até de várias empresas tenham oportunidade de conhecer a sua capacidade.
  • Em momentos coletivos, não entre “mudo e saia calado”. Participe, contribua e apoie. Dê oportunidade para que pessoas lhe conheçam um pouco mais.
  • Destine tempo a ouvir sem pré-conceitos. Além de aprender temas variados, você aprenderá sobre pessoas. E as pessoas se sentirão respeitados e até valorizados por você.
  • Peça conselho aos mais experientes e em cargos superiores. Além da aprendizagem, eles saberão quem é você.
  • Preza por um bom relacionamento. Ninguém é de menos. Todos na empresa tem um papel. Para você ser valorizado, ajuda muito a percepção geral sobre você. E as organizações cada vez mais apreciam pessoas com bons comportamentos.
  • Adquira novos conhecimentos. Não se limite ao que já faz, por melhor que seja. Pois isso o limita a ser sempre referência naquele tema. Quanto maior for a sua versatilidade em trabalhar bem em vários ramos do conhecimento, maiores possibilidades de ascensão e reconhecimento. Além disso, você já conviveu com uma pessoa que sempre fala do mesmo assunto? Como é conviver diariamente?
  • Mostre que tem ambições. Saiba que quando é claro que você espera algo a mais, as pessoas tendem a corresponder às suas expectativas, lembrando de você quando surgem oportunidades que é a “sua cara”.

Antes de finalizar esse texto, tenha em mente: “FAÇA O QUE AMA, ou AME O QUE FAZ”. Você terá maiores chances de se destacar se viver esse conceito, pois por melhor que seja, se o trabalho é um sacrifício, não tem dicas que tornem possível e sustentável uma carreira feliz.

Escolha viver a vida que deseja. A escolha é sempre sua, assim como as consequências!

Faça todo o possível para ter a carreira que deseja e acredite: no mínimo estará avançando na direção desejada!

 

Você não vê a hora da sua carreira “decolar”?

No primeiro texto, dediquei a explicar um pouco sobre o coaching e para quem se aplica. Mas não se compreende o coaching na teoria. Então vou contar uma história real sobre desenvolvimento de carreira com o coaching.

Como coach, tenho apoiado o desenvolvimento de carreira em diferentes momentos e necessidades. E à primeira vista, parece contraditório que nem sempre os melhores profissionais, ou mesmo os mais dedicados, são os mais valorizados.

Já encontrei excelentes profissionais, que estão insatisfeitos com a carreira e às vezes com a empresa, porque não têm recebido o reconhecimento que desejam. É o caso de um dos processos do meu primeiro ano como coach que me traz saudosas lembranças. Vou chamar o cliente de Matheus, para preservar a sua privacidade. Mas você possivelmente encontrará semelhança em pessoas a sua volta.

Como o processo de coaching funciona?

Na nossa primeira conversa, o que o cliente-coachee me relatou foi que sabe da própria capacidade, mas por alguma razão, outros menos capazes são promovidos, como aconteceu em recente processo de avaliação e aumento salarial. A ideia inicial era se preparar para mudança de emprego, uma vez que não acreditava mais que a empresa saberia valorizar pessoas com a sua competência.

O ponto de partida era definir o foco do trabalho. A partir do que o cliente trouxe, perguntei se preferia trabalhar a mudança de emprego ou o reconhecimento profissional. O que de fato desejava alcançar? E após alguma reflexão, ficou estabelecido o foco de reconhecimento profissional, seja na mesma empresa ou em outra.

O próximo passo foi estabelecer o conceito pessoal de reconhecimento, assim como indicadores e metas. Após pedir para falar um pouco mais sobre o que é reconhecimento, perguntei: como você vai saber que alcançou o reconhecimento desejado? Nesse momento Matheus iniciou o exercício de possibilidades, que resultou nos seguintes itens, que ele se propôs a alcançar: ser indicado para liderar um projeto importante, ser consultado pela gerência nos processos de planejamento estratégico e ter ascensão profissional no horizonte de 1 ano (onde for).

Com clareza do que se almeja, é importante convidar o cliente a explorar o momento atual com o olhar curioso e sem pré-conceitos. É colocar-se como um observador diferente. E buscar os elementos importantes relacionados a seus objetivos.

Um momento relevante foi quando se refletiu sobre as evidências de que não era valorizado e em que contexto acontecia. Os relatos trouxeram importantes elementos e uma percepção ampliada. O processo de coaching, que é a parceria entre o coach e cliente-coachee, revelou já na segunda sessão, que não havia evidências de que as pessoas tinham consciência sobre a capacidade do Matheus. Isto porque, por questões de valores pessoais, o cliente fazia todo o possível para não falar ou mostrar sobre o que sabia. Acreditava que um bom trabalho fala por si. Só que as pessoas estavam sempre envolvidas no volume de trabalho e não havia espaços para troca de experiências e êxitos. Mas havia apoio ou intervenção superior quando o trabalho não saía.

Uma pergunta essencial foi: o que é necessário para que as pessoas o valorizem?

Nesse momento o meu cliente me disse, após um silêncio: eles não sabem que eu sei.

Então eu perguntei: como vão saber que você sabe? E ele revelou que não gosta de se colocar nas reuniões, pois as pessoas não gostam de opiniões diferentes. Acredita que sempre resulta em conflito.

Perguntei: Isso é uma crença ou um fato?

Quando trabalhamos para identificar os elementos associados, ele pôde identificar pessoas de seu conhecimento que conseguiam expressar opiniões até contrárias da maioria e não resultava em conflitos. Mais que isso, eram valorizadas na sua opinião. Esse foi o ponto de virada para construir a permissão interior de contribuir com o que ele tinha de melhor, sem temer por conflito; algo que agredia seus valores.

Aproveitamos esse precioso momento para refletir: o que essas pessoas fazem de diferente para ter esse resultado?

Como desdobramento, é chegado o momento de refletir e identificar de quantas maneiras o cliente pode alcançar o que deseja e qual a sua maneira escolhida.

Ao longo do processo, que teve ao todo doze sessões, ele foi descobrindo novas formas de mostrar o que sabia, tanto quanto ficava feliz em identificar novas formas de resolver problemas e construir soluções.

Como ganhos do processo, a curto prazo ele já estava sendo consultado pelo próprio gestor, não somente em planejamento estratégico, mas em vários temas e iniciativas novas e prioritárias para a área. Em poucos meses, assumiu liderança de um projeto que desejava como desafio e alcançou também a promoção financeira desejada.

O que ele concluiu foi que tudo acontece por algum motivo, mas nem sempre enxergamos com clareza. Ainda mais quando estamos envolvidos emocionalmente. E uma ajuda profissional de um bom coach pode lhe ajudar a melhor avaliar momentos, trazer perspectivas claras e possibilidades ainda não trilhadas. E o melhor: com o uso do próprio potencial em ação.

Isso é empoderamento! Isso é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional sustentável, onde as pessoas se apropriam de quem são e como utilizar melhor suas capacidades. E de forma contínua, ampliam o autoconhecimento e trabalham para alcançar suas metas!

Como você deve ter observado, o instrumento principal de trabalho do coach são as perguntas, tendo como premissa a confiança, a confidencialidade e a verdade, para melhores resultados a favor de seu cliente! Muitas vezes, tudo o que precisamos é um ambiente seguro para descobrirmos alternativas para o que queremos.

Se você, assim como o Matheus, também tem a carreira como algo muito importante na sua vida e que ocupa um tempo significativo, faça valer a pena! Extraia o máximo de aprendizado e satisfação. Não se conforme em apenas passar o dia.

Você se identificou com essa situação? Quer saber mais sobre o coaching? Busque um profissional de coaching responsável e troque ideias. Quem sabe o coaching é justamente o recurso que faltava para o seu desenvolvimento pessoal e profissional?

 

Foto: Ingimage